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Copa 2018 X Produtividade

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// sexta, 08/06/2018 14:31

Por Silmar Strübbe*
O IBOPE, através de uma pesquisa realizada em abril de 2018, mostra que 72% da população brasileira pretendem acompanhar os jogos da Copa do Mundo da Rússia, que começa noeste mês. Intitulado "Estação Rússia", o levantamento comprova que 39% planejam assistir somente aos jogos do Brasil, enquanto 19% querem ver o máximo de partidas, de todas as seleções. Já 25% dizem não se interessar pelo evento - especialmente mulheres e os menos escolarizados.

Silmar Strübbe.

Com base nestes dados, podemos perceber que o assunto “Copa do Mundo” é pauta de uma parcela significa das rodas de conversas. Claro que não é diferente nos ambientes corporativos, onde podemos acrescentar as dúvidas que pairam no colaborador: “Será que vamos assistir aos jogos? Como será no dia do jogo do Brasil, a empresa vai liberar?”

Para as empresas e seus gestores, tudo isto gera um misto de euforia com preocupação. Ou seja: o que fazer para que os colaboradores possam participar deste evento assistindo aos jogos (no caso do Brasil) sem prejudicar a produtividade?

As organizações devem levar em consideração o seu planejamento produtivo, a sua filosofia e seu valores para tentar viabilizar alternativas ao seu público interno, em face da motivação, absenteísmo (faltas) e, claro, a sua imagem, para que, sim, seus colaboradores possam assistir aos jogos do Brasil.

Digo isso baseado na pesquisa, onde 72% pretende acompanhar os jogos, e assim a produtividade da sua equipe tende a diminuir em dias de jogo, caso não haja planejamento de calendário e ações, principalmente em jogos da seleção brasileira. Deve-se planejar os projetos e serviços, calculando as horas ajustadas e evitando assim deixar prazos e entregas pendentes.

Uma coisa é certa, dois jogos da primeira fase acontecerão durante horário de expediente convencional. A estreia será em um domingo, mas o segundo jogo será em uma sexta-feira, dia 22 de junho, às 9h, e o terceiro jogo, em uma quarta-feira, dia 27, às 15h.

Se o Brasil continuar o caminho até o título, serão ainda dois ou três jogos em horário de expediente, tudo dependerá da posição do país da primeira fase.

Diante deste cenário, segue algumas dicas para as organizações:

1 - Liberar os colaboradores durante o dia ou no período do jogo, podendo negociar ou não essas horas por meio de bancos de horas se houver o acordo;

2- Criar desde já um acordo de compensação destas horas de forma antecipada e;

3- Criar a possibilidade é um ambiente corporativo para assistir ao jogo, no local do trabalho, com instalação de TVs, explorando o momento como uma integração de seus colaboradores.

O importante é não deixar para a última hora a definição de como irá ocorrer o procedimento em dias de jogos da seleção, sempre estabelecendo regras claras de comum acordo a todos. Um exemplo é nos jogos das 9 horas da manhã, em que, ao voltar para o expediente, é preciso cuidado com aquele colaborador/torcedor mais empolgado, pois pode ter bebido aquele cervejinha, o que não combina com o ambiente profissional.

Como estamos no país do futebol, é preciso buscar o entendimento comum sobre o tema, evitando que um momento que seria para relaxamento se torne em um problema, onde o bom senso deva ser prioridade nas relações e o respeito às individualidades também, sem perder o foco dos objetivos, e um deles é “ambiente leve e integrado”.

Uma coisa é certa, independentemente de como a organização irá administrar esta “copa”,  a decisão do que fazer já deve ser pensada e planejada antecipadamente, pois o planejamento fará toda diferença nessa hora no motivar ou desmotivar os colaboradores.

*Silmar Strübbe é especialista em Gestão de Pessoas e Carreira.