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SKA e IST realizam fusão

Maurício Renner
// sexta, 08/06/2018 12:37

A gaúcha SKA e a paulista IST, duas empresas de soluções para área de engenharia que são duas maiores revendas da SolidWorks no país, acabam de realizar uma fusão.

Siegfried Koelln, presidente da SKA.

A informação é de fontes de mercado e foi confirmada pelo Baguete. O fato já foi comunicado aos funcionários. Procuradas, a SKA e IST preferiam não comentar o assunto.

A maior das duas empresa é a SKA, que tem 200 funcionários e um faturamento de R$ 62 milhões no ano passado, uma alta de 20%. Da receita total da SKA, cerca de 40% vem de vendas de produtos SolidWorks.

A IST não abre faturamento, mas tem 70 funcionários.

A nova empresa formada pelo negócio terá cobertura nacional em todos os centros importantes de manufatura do país, com filiais em São Leopoldo, Caxias do Sul, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, Joinville, Curitiba, São Paulo, Americana, São José dos Campos, Sorocaba e Nova Lima.

Em algumas cidades, como São Leopoldo, Caxias do Sul e Joinville ambas empresas mantinham presença. A IST havia adquirido a carteira de clientes da gaúcha Max3D em 2013, adquirindo uma presença importante na região Sul, a base da SKA.

A fusão muda bastante o panorama do canal SolidWorks no país, e, por tabela, no mercado de CAD como um todo.

A SKA foi premiada como a maior revenda da SolidWorks na América Latina em quase todas as edições do evento mundial da companhia desde 2006, quando deixou o canal da Autodesk para trabalhar com a SolidWorks.

No ano em que isso não aconteceu, a maior revenda foi a IST. Os outros canais no país, como CadWorks, UVW, Sixcom, Tecc e MechWorks, tem uma atuação bem mais regionalizada.

Nos últimos tempos, a SolidWorks tem optado por incluir no seu canal no país empresas que não são especializadas em engenharia, como as mencionadas até agora. Esses novos parceiros incluem a Softline, multinacional russa de integração de TI e o Grupo YKP.

Se por um lado a fusão entre SKA e IST reforça a SolidWorks na competição contra concorrentes como Siemens PLM, PTC e Autodesk, por outro também cria um parceiro dominante no mercado, o que não costuma ser a estratégia de multinacionais que apostam em venda por canais.

Maurício Renner