Luiz Ricardo Martins abriu o jogo.

A Disys, fornecedora americana de serviços de TI e de terceirização de processos de negócio (BPO), quer fechar o ano com um faturamento entre R$ 55 milhões e R$ 60 milhões no país, o que representaria uma alta de 30% frente ao ano passado.

A revelação foi feita ao TI Inside por Luiz Ricardo Martins, vice-presidente de Operações da Disys no Brasil. É a primeira vez que a multinacional abre os números relativos aos seus negócios no Brasil.

A estimativa se baseia nos bons resultados já obtidos nos primeiros cinco meses do ano, período em que a empresa registrou expansão de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os resultados projetados para o Brasil são expressivos. Em 2012, último ano com resultados divulgados, a Disys faturou US$ 330 milhões, mantendo uma média de crescimento na faixa dos 30% ao ano. A meta é chegar a US$ 1 bilhão até 2017.

De acordo com o executivo, a estratégia é promover o aumento de penetração na base atual de clientes, de 30 empresas, além de investimento na área comercial para ampliar as vendas em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre.

Vale lembrar que a companhia também atua em Belo Horizonte, sua operação mais recente, inaugurada no ano passado.

De acordo com Martins, as operações de seu centro de compartilhamento de serviços no Rio Grande do Sul foram unificadas em Porto Alegre, com o número de funcionários ampliado de 60 para 250.

O crescimento não é limitado à capital gaúcha. Segundo o Baguete apurou em maio com o VP Global de RH da Disys, Marty Guillamun, a meta da empresa era incrementar sua equipe em 300 pessoas no Brasil ainda em 2014.

A cifra representa um aumento de 42% no staff e deve levar a empresa a superar a barreira dos 1 mil funcionários no país.

Em outubro de 2012, no último headcount da empresa no país ao qual a reportagem do Baguete teve acesso, eram 450 pessoas empregadas no país, sendo 90 deles no Rio Grande do Sul e 150 no Paraná.

A primeira operação da empresa empresa foi aberta em Curitiba em 2007 para atender a um contrato internacional de SAP com a Exxon Mobil.

Desde então a Disys vem crescendo sua operação brasileira, que, segundo disse ao Baguete o CEO da empresa, Mahfuz Ahmed, é a segunda maior operação fora dos Estados Unidos.

A empresa anunciou inclusive planos de fazer aquisições no Brasil após receber um aporte de capital de US$ 20 milhões junto do fundo Western Presidio.

Ahmed ventilou a possibilidade em 2012 citando como áreas de interesse empresas com qualidade reconhecida em áreas como service desk e fábrica de teste ou provedores de serviços para as áreas de telecomunicações e bancos.

Não houve novidades nesse sentido desde então, pelo menos de maneira pública. Em outras ocasiões o passivo trabalhista de empresas brasileiras e seus batalhões de PJs já azedou negociações com multinacionais assustadas com o tamanho do possível passivo trabalhista.

Questionado sobre o assunto Guillamun desconversou: “Nenhuma operação do tipo chegou ao estágio de passar por uma avaliação em nível de RH”.