Receita móvel no Brasil ainda está abaixo dos vizinhos. Foto: reprodução.

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Apesar de ser considerado um mercado emergente e pioneiro na adoção de novas tecnologias como 3G e 4G na América Latina, o Brasil ainda está atrás de seus vizinhos na geração de receitas em banda larga móvel.

Uma pesquisa realizada pela Informa Telecoms & Media e divulgada pela 4G Americas aponta que o Brasil ocupa a sexta posição entre os países da América Latina em faturamento com banda larga, que ocupa 22% da receita das operadoras.

Conforme o levantamento, os percentuais de participação do 3G e 4G no faturamento é maior em países como Argentina (41%), México (35%), Venezuela (35%), Equador (30%) e Colômbia (25%).

Vale lembrar que este ranking mede a proporção de usuários de internet móvel em relação ao faturamento total das operadoras. No Brasil, o número de usuários com acesso a 3G e 4G chega a 66 milhões, o equivalente ao combinado das populações do Equador, Venezuela e metada da Argentina.

Segundo avalia a 4G Americas, com receitas abaixo da média do continente, a ampliação da banda larga móvel no Brasil pode sofrer entraves, como a falta de investimentos em tecnologia e infraestrutura para novas redes.

Por outro lado, como observa Erasmo Rojas, diretor da 4G Americas para América Latina e Caribe, consumidores cada vez mais ávidos por serviços 3G ou 4G exigirão cada vez mais das redes locais, que devem estar preparadas para atender essa demanda.

"Os serviços de dados irá superar os de voz em demanda em pouco tempo. O desafio das operadoras é tornar essa migração rentável para garantir os investimentos necessários para o desenvolvimento das redes", explica.