Chambers: demitir ou não? Foto: reprodução.

Na próxima quarta-feira, 13, a Cisco divulgará seus resultados para o quarto trimestre fiscal de 2014 e, segundo fontes de mercado, uma nova rodada de demissões está a caminho.

Segundo informações do Business Insider, os desligamentos devem ocorrer em outubro. De acordo com o site, a possibilidade de demissões não foi confirmada pela empresa, mas, fontes de dentro da companhia admitiram que a fabricante está reorganizando seus times de engenharia.

O rumor foi confirmado pelo blog do jornalista Brad Reese, especializado em assuntos referentes à Cisco, e que em agosto de 2013 deu em primeira mão a notícia de 4 mil demissões - cerca de 5% de seu quadro total de empregados - que ela realizaria semanas depois.

Na época, a notícia pegou o mercado de surpresa - e chocou os funcionários - pois veio no rastro de números favoráveis nos números da companhia.

De acordo com o Yahoo Finance, a expectativa de resultados para a Cisco é de US$ 46,96 bilhões em receita, uma retração de 3,4% em relação ao período em 2013, quando teve faturamento de US$ 48,61 bilhões.

"A atual onda de rumores pode ser apenas comentários de funcionários nervosos que temem que aconteça este ano o que aconteceu no ano passado", destacou Julie Bort, do Business Insider.

Sobre a "reorganização" da empresa, um funcionário divulgou que a Cisco "anunciou uma mudança e como resultado disso, o cargo que eu desempenho atualmente está essencialmente deixando de existir".

Outro fato a favor dos cortes é a preferência do CEO John Chambers em manter uma alta rotatividade em sua base de empregados. Antes do corte massivo no ano passado, em 2012 a empresa demitiu cerca de 2% de seu quadro.

Demissões de rotina acontecem na empresa desde 2011, quando a empresa lançou um programa de "renovação" de profissionais chamado Accelerated Cisco Transformation Program (ACT).

No total, de 2011 a 2013, a Cisco cortou cerca de 12 mil empregos. Atualmente, a multinacional conta com 75 mil pessoas em seu quadro de colaboradores, mais ou menos o mesmo número de pessoas que tinha quando divulgou os cortes em agosto passado.

O que se sabe, entretanto, é que Chambers é um crítico perspicaz do cenário de TI. Em painel no Cisco Live, em maio, o CEO apresentou previsões pouco muito animadoras para a TI nos próximos anos. Segundo o executivo, o ritmo acelerado na indústria resultará em um "banho de sangue" entre os players do setor.

Dentro desta previsão, Chambers acredita que quem sofrerá os impactos mais violentos serão as cinco grandes da TI, ou seja, HP, Cisco, IBM, Microsoft e Oracle.

"Nós veremos uma brutal, consolidação da indústria de TI onde dos cinco maiores player, somente dois ou três de nõs permanecerão relevantes em cerca de cinco anos. Teremos que mudar", disparou o CEO.

Agora resta saber se, para sobreviver, a empresa fará mais sacrifícios.