Benjamin Quadros.

Benjamin Quadros, presidente da BRQ, será o presidente do conselho da Brasscom para o biênio 2016-2018.

Quadros fundou a BRQ em 1993, com apenas 25 anos e no ano 2000 foi um dos fundadores da Ebit, uma empresa especializada em comércio eletrônico.

O empresário substitui Laércio Cosentino, presidente da Totvs, que exerceu o cargo nos últimos quatro anos.  Cosentino será um dos quatro vice presidentes da nova gestão.

Além dele, também assumem como VPs Luciano Corsini, vice-presidente da Hewlett-Packard Enterprise Brasil, Mônica Herrero, presidente da Stefanini Brasil e Paulo Marcelo, Presidente da Capgemini Brasil.

Completam a nominata e oito conselheiros: David Gonzalez, diretor geral da Intel Brasil, Gilmar Batistela, presidente da Resource, José Antonio Fechio, presidente da Algar Tecnologia, Leonardo Framil, presidente da Accenture do Brasil e América Latina, Luiz Mattar, presidente da TIVIT, Marcelo Porto Lyra, diretor geral da IBM Brasil, Maurício Cataneo, diretor geral da Unisys Brasil e Paula Bellizia, presidente da Microsoft Brasil.

Como é possível ver pelos nomes dos envolvidos, a Brasscom é indiscutivelmente a entidade de TI mais poderosa do país em termos de poder de fogo econômico.

Dados da entidade apontam que as 40 empresas e 14 instituições associadas, representam algo como 70% do PIB de TI do Brasil. A mensalidade para participação na entidade fica na casa dos dezenas de milhares de reais.

Além do seu próprio peso específico, a Brasscom encabeça a Frente Nacional das Entidades de Tecnologia da Informação (FNTI), da qual participam também Assespro Nacional, ABES, Fenainfo, Softex e Sucesu, entidades mais antigas no setor. 

A nomeação de Quadros foi prestigiada em peso por nomes de Brasília, incluindo Gilberto Kassab, ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, além de Maximiliano Martinhão, secretário de Políticas de Informática e André Borges, secretário de Telecomunicações, Arley Aires.

Criada em 2004, a Brasscom surgiu à imagem e semelhança da poderosa associação indiana Nasscom com o objetivo de promover a imagem do Brasil como um exportador de serviços de TI. 

O plano não foi lá muito bem sucedido e o assunto passou a ser o mercado interno. Uma das vitórias da associação, com apoio da FNTI, foi a desoneração da folha de pagamento, em 2011.