Presidenciáveis falarão para o público de TI.

Os presidenciáveis Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB) e Jair Bolsonaro (PSL) confirmaram participação em um painel sobre políticas públicas de TI organizado por ABES, Acate, Assespro, Brasscom e Fenainfo, as principais entidades de tecnologia do país.

O evento acontece na segunda-feira, 20, das 18h às 20h, no Espaço Trio Pérgola, na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo. 

Os confirmados, entre os líderes nas intenções de voto em um cenário ainda bastante incerto, mostram o prestígio das entidades do setor, principalmente da Abes, que está liderando a organização do evento, e da Brasscom, que reúne as maiores empresas do país.

Estava também confirmada Manuela D’Ávila (PCdoB), que retirou sua candidatura para ser vice em uma eventual chapa com Fernando Haddad (PT), com a provável cassação da candidatura do ex-presidente Lula.

A divulgação não chega a esclarecer quem foram os convidados e se o PT não estará representado pelo fato de Lula estar preso e Haddad ainda não ser oficialmente o candidato ou por uma eventual negativa petista em participar.

Na ocasião, será apresentado o estudo "Brasil 2022", feito pelo recém criado think thank da Abes. 

A equipe do novo think tank tem alguns nomes de peso, como Marcelo Pagotti, ex-secretário da Setic no Ministério do Planejamento, que chegou a ser cotado para ser uma espécie de “CIO do governo federal”; Rodolfo Fucher, ex-diretor de Políticas Públicas da Microsoft e Patrícia Pessi, ex-diretora de Governo Eletrônico do Ministério de Planejamento.

De acordo com a nota, o estudo aponta "Como o Brasil pode conseguir a sua "Independência Digital" em 2022?" (fazendo alusão ao aniversário de 200 anos da Independência) e traz recomendações voltadas ao desenvolvimento do Brasil por meio de políticas de incentivo à tecnologia.

Trocando mais em miúdos, o estudo da Abes provavelmente buscará influenciar os candidatos no sentido de abandonar o desenvolvimento de software interno nos governos e iniciativas de fomento ao software livre que foram a tônica em boa parte do governo nas administrações petistas.

A maré das políticas públicas começou a virar já no final da administração Dilma Rousseff, com diversos grandes contratos para compras de software proprietário, e virou de vez com Michel Temer, com o início de grandes projetos para compras de computação em nuvem de fornecedores privados.