Uber atinge a marca de 500 mil brasileiros atendidos. Foto: divulgação.

O Uber, aplicativo de caronas pagas entre pessoas físicas, divulgou nesta terça-feira, 8, que atingiou a marca de meio milhão de usuários no Brasil, pouco mais de um ano após a sua chegada no país.

Desde maio de 2014 no Brasil, o app já tem operações em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Por onde passou, o Uber levantou polêmicas e desafetos, principalmente do lado dos taxistas, que passaram a disputar espaço com os motoristas do serviço.

A empresa não deu detalhes sobre quais as capitais que mais usaram o aplicativo, número de motoristas já operando pelo serviço ou o valor movimentado com estas corridas.

Lançada na cidade americana de San Francisco há cinco anos, a empresa hoje está presente em mais de 300 cidades de 58 países, é avaliada em US$ 50 bilhões (mais de R$ 173 bilhões) e conta com usuários fieis, assim como um lobby dedicado.

Além de divulgar o crescimento do aplicativo, o Uber também espera usar a marca para intesificar a discussão em torno da regulamentação para o serviço, que enfrenta hostilidade de taxistas por ser visto como algo informal.

"A Uber acredita que cada um desses cidadãos merece ter o seu direito de escolha preservado e que a tecnologia pode gerar infinitas soluções para melhorar a mobilidade urbana. Por isso, é fundamental um marco regulatório que olhe para futuro e converse com a sociedade", afirmou em nota.

Entretanto, no que tange à regulamentação, o Uber enfrenta um jogo cada vez mais difícil à medida em que ele vai conquistando maior notoriedade entre o público.

No mês passado, a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro aprovou, em primeira discussão, a atualização da lei que regula o transporte individual remunerado, restringindo este tipo de transporte a condutores licenciados - o que impede a atuação do Uber.

Em nota, o Uber lembrou que o projeto ainda não é lei, precisa passar por mais uma votação no Legislativo e então será enviado para a decisão do prefeito Eduardo Paes.

"A Uber continua operando normalmente no Rio de Janeiro", ressaltou a empresa.

Em Porto Alegre, onde o serviço ainda não foi lançado, o tempo também está fechado para o aplicativo. Segundo o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, a legislação municipal permite apenas o transporte individual remunerado por táxis, que têm permissão do município para atuar.

"O incentivo que as cidades têm dado à economia solidária, com a prática das caronas, não tem nada a ver com o serviço remunerado prestado pela Uber. Não somos contra a economia solidária e o desenvolvimento, mas temos uma lei a ser cumprida. A EPTC coibirá todo serviço de transporte individual remunerado que não for o de táxi”, disse Cappellari.