Rodrigo Abreu, presidente da Oi. Foto: divulgação.

A Oi anunciou o início da operação comercial de sua rede 5G no Plano Piloto de Brasília,  área construída em decorrência do projeto urbanístico da cidade, que compreende as áreas administrativas do Distrito Federal.

Com o projeto piloto, a cidade é a primeira no Brasil a receber a cobertura 5G da Oi, com rede de 460 km² de extensão, que abrange 80% da capital. 

Alcançando taxas de velocidade que podem chegar a 500Mbps, a tecnologia utilizada é a Dynamic Spectrum Sharing (DSS), uma espécie de prévia do que a verdadeira conexão móvel de quinta geração poderá fornecer para os usuários brasileiros no futuro.

A operadora já atende Brasília com seu serviço de internet fixa por fibra ótica conectada até a casa do cliente (Oi Fibra) e, para viabilizar o 5G, conectou cerca de 300 sites e os ancorou numa banda dedicada da frequência de 2.100 GHz.

Segundo a Oi, a mesma estratégia de refarming havia sido realizado para disponibilizar o 4,5G e teve sua operação bem sucedida. 

Agora, o 5G já pode ser acessado dentro da área de cobertura por clientes de todos os planos de telefonia móvel da operadora que tiverem um aparelho compatível com essa tecnologia da Oi, sem a necessidade de troca do atual chip 4G e sem custo adicional.

No momento, o único aparelho compatível é o Motorola Edge, que conta com a plataforma móvel Qualcomm Snapdragon 765 e sai por R$ 5.499.

Para marcar o lançamento, os consumidores que assinarem o pós-pago da Oi com 100GB de internet terão R$ 1,2 mil de desconto na compra do aparelho em lojas da operadora. O plano custa R$ 129,90 ao mês.

Antes de iniciar a operação em caráter comercial, a Oi realizou testes em larga escala com o 5G no município de Búzios, no Rio de Janeiro, e em grandes eventos, como a Conferência Rio2C, GameXP, Rock in Rio e Comic Con Experience (CCXP) — tudo ao longo de 2019.

No Rock in Rio, por exemplo, a operadora montou uma rede 5G que cobriu toda a Cidade do Rock, com a produção do festival fazendo uso da nova tecnologia e algumas aplicações acessíveis ao público em aparelhos disponibilizados pela companhia.

Após o leilão do espectro, quando a nova tecnologia for plenamente implementada no Brasil, a Oi acredita que sua rede de fibra será fundamental para escoar o tráfego do 5G do mercado como um todo.

“Como o 5G vai requerer muito mais antenas e como elas precisarão estar conectadas a uma rede de fibra para dar conta da capacidade colossal de dados que o 5G requer, nossa rede nacional de transporte de dados é que terá as melhores condições de atender todos os players, viabilizando conectividade para grandes ou pequenas operadoras”, afirma Rodrigo Abreu, presidente da Oi.

A primeira operadora a anunciar a rede 5G DSS no Brasil foi a Claro, no início de julho, disponibilizando o serviço inicialmente em regiões das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, em conjunto com Motorola, Ericsson e Qualcomm.

Cerca de uma semana depois, a TIM anunciou o lançamento do serviço para o mês de setembro, tendo as empresas Ericsson, Huawei e Nokia como fornecedoras em três cidades do país.

Os municípios escolhidos foram Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, Itajubá, em Minas Gerais, e Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul — três cidades com uma população estimada semelhante, cerca de 96 mil habitantes.

No mesmo mês, a Vivo anunciou o lançamento de sua rede 5G DSS, também com o Motorola Edge, em oito capitais brasileiras: São Paulo, Salvador, Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Goiânia, Curitiba e Belo Horizonte.