Wilson Grava. Foto: divulgação.

Há cerca de seis meses no Brasil, a Pure Storage, fabricante de equipamentos de storage em flash, está botando o pé no acelerador para aumentar sua participação no mercado local em 2015.

Relativamente nova no cenário global também - a empresa foi fundada em 2008 por ex-profissionais de empresas como IBM, HP, entre outras - a empresa norte-americana quer fazer barulho e levar o conceito de data centers com storage flash para um novo nível.

"Investimos para emplacar o conceito de storage em flash para os data centers. Queremos balançar o status quo atual do mercado de storage", destacou o vice-presidente da Pure Storage na América Latina.

No exterior a companhia já integra o quadrante mágico do Gartner no segmento de all-flash arrays, sendo avaliada atualmente em US$ 3 bilhões. Sem divulgar valores de faturamento, Grava destaca que a marca teve um crescimento de 700% em faturamento de 2013 para 2014.

Mas quanto ao Brasil? Segundo Grava, o plano é adotar uma postura agressiva a partir deste ano, investindo tanto na parte de oferta quanto na estrutura para vender os produtos. O plano da companhia é manter índices de crescimento sintonizados com o exterior, em uma média de 50% por trimestre.

Um dos primeiros passos é a campanha global Forever Flash. Com a iniciativa, o plano da companhia é mudar o paradigma atual da venda de equipamentos de storage. Segundo Grava, atualmente as companhias cortam nos preços de equipamentos, mas depois prendem seus clientes em custos de manutenção.

"Montamos uma campanha em que nosso clientes terão upgrades gratuitos de controlador, assim como substituição sem custos de componentes, em caso de desgaste", destaca o executivo.

Para o VP, outro desafio será conversar com os CIOs bater a ideia equivocada que tecnologias de storage all-flash são menos confiáveis e mais caras que as tradicionais vendidas por concorrentes como Hitachi, EMC e HP, entre outras.

"O CIO esta ligado em tecnologias de ponta como a nossa e quando mostra no financeiro, na ponta do lapis que é mais vantajoso em custo e performance, as empresas dao ouvidos", explica Grava, destacando que os equipamentos da companhia recuperam o seu custo de investimento em cerca de 14 meses.

Nos últimos meses, a Pure Storage também dedicou esforços para aumentar sua equipe e estrutura de canais. Atualmente a companhia já conta com oito revendas credenciadas e cinco delas já capacitadas pela empresa nos Estados Unidos.

Internamente, a companhia já conta com cerca de doze funcionários em sua operação Latam, mas a estrutura cresce com um funcionário a cada quinze dias. Inicialmente, a equipe é concentrada na parte de apoio e consultores para grandes contratos.

Além de Grava, ex-VP Latam da NetApp, outro nome de peso que a companhia adicionou às suas fileiras em 2014 foi o de Wagner Tadeu, que deixou a posição de CEO na NetApp Brasil para liderar a filial brasileira da empresa.

O desafio da companhia não é fácil, tanto no Brasil quanto globalmente. Segundo dados do IDC, em 2014 o segmento de storage, viu a receita registrar seguidas quedas a cada semestre.

Entretanto, para Grava, os números não assustam. Para ele, embora muitas companhias estão mudando seus modelos de armazenamento, levando muitas de suas informações para a nuvem, outros segmentos ainda seguem forte na aquisição de equipamentos.

"Já estamos preparados para atender todo o país. Nosso foco inicial será em três verticais: financeiro, governo e telecom, focando em aplicações de banco de dados e virtualização", completou o executivo.