André Frederico. Foto: divulgação.

A Tivit, empresa brasileira de serviços e TI com atuação na América Latina, anunciou para 2016 um investimento de R$ 46 milhões para ampliar sua oferta de computação em nuvem.

Além de investir na construção de nuvens locais, o aporte prevê a ampliação da oferta com a adoção de um modelo multicloud que oferecerá aos clientes uma solução híbrida, combinando ambientes tradicionais, nuvens privadas e também nuvens públicas de outras empresas.

Para acompanhar esta ampliação de portfólio, o investimento também abrangerá a criação de uma interface para visualização, controle e gestão de múltiplas clouds.

"A solução possibilitará a melhor gestão por parte das empresas, que poderão concentrar tudo em um só local, otimizando os recursos de acordo com suas diferentes necessidades", afirmou a empresa em nota.

Com o aporte, a empresa pretende intensificar sua participação no mercado de nuvem. Segundo André Frederico, diretor de desenvolvimento corporativo da Tivit, a companhia estima para 2016 uma receita superior a R$ 300 milhões nesta área. Em 2014, a empresa teve uma receita total de R$ 2 bilhões.

No ano passado, a TIVIT investiu R$ 15 milhões em cloud computing, sendo que a oferta representou cerca de 10% do faturamento total da companhia.

“Em três anos, o objetivo é que cloud computing represente 20% dos negócios da TIVIT”, completa Frederico.

Geograficamente, a empresa também quer ampliar sua presença, levando sua nuvem a novas localidades e diferentes países da América Latina. No ano passado, a companhia já começou este esforço, anunciando um montante total de R$ 170 milhões em investimentos gerais, envolvendo mercados de destaque como Brasil, Chile e Colômbia.

"O objetivo é colocar a integração e presença regional da companhia a favor também da oferta de cloud, com precificação em moeda local e gestão integrada com ambientes legados, sem perder as vantagens inerentes aos serviços baseados em nuvem", afirmou a empresa em nota.

A expectativa de crescimento para os países é de 10 à 15%, com a adoção de uma estratégia de crescimento orgânico e venda cruzada.

Os setores de utilities, mineração e varejo estão entre as principais verticais do mercado chileno.

Já a Colômbia também compartilha da expertise em utilities e traz sua experiência no segmento de óleo e gás para o portfólio atual da companhia.