Data center da Vivo em Tamboré.

A Telefônica Vivo inaugurou uma ampliação do seu data center em Tamboré, na região metropolitana de São Paulo, com um investimento de R$ 125 milhões.

Com o investimento, a Telefônica Vivo chega a uma área de 88 mil metros quadrados em quatro centros no país, localizados na região metropolitana de São Paulo e em Curitiba.

A empresa entrou para valer no mercado de data center no país em 2012, quando inaugurou um data center em Santana do Parnaíba, também em São Paulo, ao custo de R$ 400 milhões.

Claro e Oi também fizeram investimentos para entrar no mercado de data centers voltados para o mercado corporativo, mas talvez a Vivo seja quem esteja apostando mais pesado.

Em conversa com jornalistas presentes no lançamento, o Alex Martins Salgado, vice-presidente B2B da Telefônica, foi desafiador em relação à concorrência.

“Vamos continuar nossa disputa com Amazon, Google e Microsoft. Temos a melhor equipe de suporte e de vendas", afirmou Salgado ao Convergência Digital, destacando que o lado B2B da empresa fez 400 contratações no ano passado.

Salgado também falou ao site brasiliense sobre o “ranço” da questão do atendimento, ou, para colocar em outras palavras, o medo que alguns clientes teriam de usar a nuvem da Telefônica na pessoa jurídica e receber um atendimento equivalente ao da pessoa física, cuja imagem não é das melhores.

"Temos uma qualidade de serviços reconhecida pelo cliente. Nossos processos avançaram. Estamos ganhando market share de provedores de data center mais antigos”, disse Salgado, que no entanto não abriu o faturamento da área B2B.

O problema de percepção dos clientes é real. 

Segundo um estudo com CIOs da Frost & Sullivan divulgado em 2014 (alguma água já passou por debaixo dessa ponte), as operadoras detinham a confiança de apenas 30% dos entrevistados. Um em cada cinco sustentou que não confiaria no serviço fornecido pelas telcos.

A liderança do ranking era das fornecedores do ramo especializado em data centers são os preferidos. Eles aparecem citados por 70% dos entrevistados, sendo que apenas 3% responderam que não confiam nesse tipo de fornecedor.

Salgado não mencionou o tema, mas a Vivo vem fazendo movimentos para melhorar a situação por meio da construção de um canal de vendas, em uma estratégia que não é diferente das gigantes de cloud.

No começo do ano, a empresa lançou o programa Parceiro Soluções Digitais da Vivo Empresas, voltado para empresas e profissionais liberais interessados em “aumentarem suas margens de receitas com indicações dos serviços oferecidos pela Vivo”.

Um dos primeiros parceiros foi a Officer, uma empresa de médio porte no segmento de distribuição de tecnologia.

Existe muito dinheiro a ser feito. De acordo com estudos do Gartner, os investimentos das empresas brasileiras em nuvem devem chegar a US$ 20 bilhões até 2020, quase cinco vezes mais do que os US$ 4,5 bilhões esperados para o ano passado.