Maurício Gioia. Foto: divulgação.

A Progress Software anunciou a nomeação de Maurício Gioia para o cargo de líder de vendas da marca no Brasil, principal cargo no setor comercial da subsidiária da multinacional na região. 

No quadro da Progress Brasil desde 2008, Gioia iniciou na empresa como gerente de negócios e depois foi gerente de contas globais, cargo que ocupava desde dezembro de 2014.

Segundo destaca a multinacional em nota á imprensa, a missão do executivo em seu novo cargo será "suportar e evoluir os níveis globais de excelência da Progress em sua oferta de valor agregado para o ecossistema de negócios da companhia".

Para isso, o plano da empresa é reforçar a oferta em RAD (carro-chefe da companhia) e também apostar em novas frentes, com tecnologias emergentes e estratégicas em áreas como open source, cloud, mobilidade e big data, inclusive com diversas aquisições de empresas nesses segmentos.

"Estamos certos de que o Maurício Gioia reúne todas as competências e o compromisso com os valores da Progress para exercer uma liderança altamente benéfica para toda a nossa comunidade", afirma Matthew Gharegozlou, Vice-Presidente da Progress para a América Latina.

A contratação de um executivo que teve uma experiência próxima aos produtos Progress condiz com a estratégia de retorno às raízes da Progress em relação ao seu portfólio, uma mudança iniciada há dois anos.

Entre estas mudanças estiveram a venda da empresa de analytics Apama para a Software AG, redução de custos e recompra de ações, depois de registrar seguidas perdas em seu faturamento.

No Brasil, ao focar novamente em sua plataforma OpenEdge, a Progress também estreitou laços com a Totvs, desenvolvedora de ERPs que tem vários de seus produtos e sistemas legados rodando em plataforma Progress.

Embora o desafio de Gioia corresponda ao mercado Brasileiro, globalmente o atual cenário da Progress não anima. A companhia divulgou esta semana os resultados do seu primeiro trimestre fiscal, encerrado em 28 de fevereiro. 

A receita foi de US$ 81,4 milhões, uma alta de 5% em relação aos US$ 74,5 milhões do mesmo período ano passado. O prejuízo líquido foi de US$ 1 milhão, comparado ao lucro líquido de US$ 11,1 milhões em igual trimestre fiscal de 2014.

Para o ano fiscal que termina em 30 de novembro de 2015, a empresa espera uma receita entre US$ 415 milhões e US$ 425 milhões. Anteriormente a empresa previa o valor entre US$ 425 milhões e US$ 435 milhões, mas revisou os dados devido à desvalorização cambial.