Adriano Neves, executivo de vendas corporativas da Avanade. Foto: Divulgação.

A Avanade, consultoria de TI contraolada pela Accenture e voltada a soluções Microsoft, está apostando no segmento de saúde para incrementar sua participação no mercado brasileiro.

No mercado desde 2000, a companhia tem participação em segmentos como manufatura, bancos, telecom, entre outros, mas agora quer estabelecer suas soluções em uma vertical em que a Microsoft não é exatamente a mais procurada.

Segundo Adriano Neves, diretor da indústria de saúde e serviços públicos da Avanade Brasil, o plano da empresa é trazer para a realidade brasileira um trabalho e know-how que já está desenvolvido nos Estados Unidos.

“Cerca de mil profissionais já estão envolvidos em projetos de saúde usando tecnologias Microsoft. Já temos cases de hospitais, clínicas e planos de saúde norte-americanos usando estas soluções”, explica.

De acordo com Neves, recursos como Kinect, SharePoint, Lync, Azure e outras podem ser integradas ao core business dos estabelecimentos de saúde. Segundo o executivo, um dos pilares é a telemedicina.

“Estas soluções podem atender três níveis de comunicação: médico com médico, para auxílio em diagnósticos e procedimentos; médico com paciente, para ações mais ágeis, mesmo à distância, e auto-atendimento, dando subsídios para pacientes acessarem mais rapidamente o que precisam”, destaca.

Um exemplo citado por Neves foi a adoção de soluções Microsoft pelo sistema de saúde no país basco, na Espanha, para o monitoramento preventivo de pessoas na terceira idade.

“Em cerca de 1 ano, entre o grupo de pessoas participantes, as internações foram reduzidas pela metade. Atualmente, cerca de 95% dos idosos na região aderiram à iniciativa”, afirma.

Então, em termos de negócios, o que falta para levar isso adiante?

Segundo Neves, o mercado de saúde brasileiro, se encontra polarizado, com instituições atentas às novidades e uso de novas tecnologias de gestão e atendimento.

“Podemos observar hospitais com uso já maduro de recursos como mobilidade e gestão integrada de informações hospitalares, enquanto outras ainda estão bem atrás, embora já mostrem interesse em modernizar seus processos”, frisa.

No entanto, para 2014 a proposta da empresa é levar uma oferta já afinada para o segmento, um projeto finalizado recentemente e afinado com o plano do governo para o e-Saúde.

Até 2020, o programa deverá incorporar o SUS (Sistema Único de Saúde), visando agilizar e melhorar a qualidade dos serviços e processos de Saúde no Brasil nas três esferas de governo e no setor privado. 

“O Brasil possui casos de adoção de tecnologia de forma inovadora e abrangente em sistemas bancários e no setor público – em projetos de votação e processamento de imposto de renda pela Internet, por exemplo. Estas experiências aliadas à estratégia de e-Saúde do Governo, coloca o País em um cenário único de expansão da utilização da tecnologia pelas organizações de saúde tanto públicas quanto privadas. Isso poderá trazer inúmeros benefícios aos pacientes”, explica Adriano Neves.

Embora a Avanade não divulgue números de sua operação, Neves afirma que a vertical saúde é de grande potencial na visão da companhia, mirando clientes privados e também a gestão pública.

"É um vertical de grande investimento da Avanade, tanto dentro quanto fora do país. Estimamos que ela pode ter um crescimento acima da média do mercado para a companhia", diz o diretor.

Para a consultoria, este é um dado considerável, visto que a empresa registrou uma média de crescimento de 20% ao ano.