Meg Whitman agora quer contratar. Foto: divulgação.

O processo de separação da HP em duas companhias distintas - HP Inc. e Hewlett-Packard Enterprise - renderá a abertura de novas vagas de emprego e estágios para suas operações, inclusive no Brasil.

Segundo divulgado pela HP em nota na segunda-feira, 08, cerca de 4,7 mil novas posições de empregos serão abertas globalmente. Os Estados Unidos levarão a maior parcela deste bolo, com 2,5 mil vagas. O Brasil, juntamente com México e Costa Rica, receberá um total de 261 vagas.

Outros centros regionais de destaque para a HP, como Reino Unidos (250 vagas), Índia (1,4 mil vagas) e Filipinas também terão destaque para empresa, que citou os locais como focos de crescimento para a marca.

Atualmente cerca de 65% das vendas da HP vêm de fora dos Estados Unidos. Além do custo inferior à produção em seu país-sede, a aposta nestes mercados tem o objetivo de aumentar a competitividade frente à marcas como Huawei, EMC e Lenovo.

"Nós temos que ter uma estrutura de custos que nos permita competir. Esperamos ter mais pessoas nas áreas de segurança, big data e na área de transformação em um ambiente híbrido", afirmou a CEO Meg Whitman para a Bloomberg.

A multinacional não deu maiores detalhes sobre como os novos cargos serão distribuidos na HP Inc. (PCs e impressoras) e HP Enterprise (software, servidores, redes), mas segundo fontes a segunda deve ser a mais afetada pela medida.

Mesmo ao afirmar o ritmo de contratações, vale lembrar que a companhia de Meg Whitman empregou nos últimos dois anos uma política agressiva de cortes em suas posições de trabalhos, uma medida para economizar cerca de US$ 1 bilhão em custos e equilibrar as prejudicadas contas da empresa.

No ano passado, a companhia anunciou a demissão de 45 mil a 50 mil empregados, um aumento significativo sobre a previsão de 34 mil cortes. Depois de 36 mil demissões, atualmente a empresa tem cerca de 317 mil colaboradores.

"Isto já era evidente no negócio de serviços da HP, que tem sido de reduzir a força de trabalho em países de mão-de-obra de alto custo. Temos feito de forma agressiva isso", disse Mike Nefkens, chefe de serviços da empresa.

Prevista para ser oficializada no primeiro dia de novembro de 2015, a cisão da HP em duas companhias deve ter suas operações já ativas a partir de agosto, segundo afirmou o CTO John Hinshaw durante o HP Discover, realizado em Las Vegas na semana passada.

"O processo de separação já está 80% concluído, um esforço de alocação de 2,8 mil aplicações e 75 mil interfaces de uso, assim como a consolidação de 85 data centers globais em apenas seis centros", detalhou o executivo.

De acordo com Hinshaw, o custo de dividir as duas companhias custou centenas de milhões para a HP, entretanto a expectativa é que ela resulte em uma economia de US$ 2 bilhões em custos operacionais assim que ela for concluída.