Maurício Cascão.

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Maurício Cascão não é mais CEO da Mandic, empresa na qual assumiu o comando em 2012 e que foi recentemente comprada pela multinacional inglesa Claranet.

A Claranet comprou a Mandic em abril. Na época, foi anunciado que Cascão assumiria a “responsabilidade da inovação” na compradora, mas a nota do executivo brasileiro no Linkedin não menciona o assunto.

O texto na rede social corporativa tem tom de despedida, frisando os resultados da Mandic durante a sua gestão, o que inclui a multiplicação por 10 do faturamento, hoje na casa dos R$ 130 milhões.

“Hoje deixo a Família Mandic em excelentes mãos, confiante que 1+1=11”, resume Cascão. “A minha missão está cumprida. Foi uma honra fazer parte dessa história”, agrega o ex-CEO.

A nota foi publicada com o logo da Claranet, o que indica que a mensagem foi acordada entre as partes.

Cascão não chega a dar pistas do seu novo destino, mas provavelmente deve ficar um tempo fora do mercado pelos acordos de não competição para altos executivos típicos em aquisições como a da Mandic.

Ofertas no futuro não devem faltar. Além dos nove anos de Mandic, Cascão tem uma passagem de uma década pela TIM, onde chegou a ser CIO.

A Claranet não chegou a abrir o valor da compra da Mandic. Em fevereiro, a empresa anunciou um programa de investimentos de US$ 100 milhões (cerca de R$ 537 milhões) para os próximos dois anos. 

Uma marca icônica da Internet brasileira, a Mandic atua na gestão de ambientes em nuvem corporativa (pública, híbrida e privada) oferecendo soluções de computação em cloud própria, baseada em VMWare, além da AWS, com gerenciamento e serviços profissionais em nuvem.

A empresa adquiriu a área de cloud da Ascenty em 2017 e a Rivendel (DevOps e dados) em 2018. Neste mesmo ano, registrou a marca de R$ 130 milhões em faturamento, o que significa um crescimento de 40% em relação ao resultado de 2017.