Uruguai marcou um golaço na prevenção do coronavírus. Foto: https://www.flickr.com/photos/copa_ameria_2011

O Uruguai será o primeiro país da América Latina a usar o aplicativo para combate ao coronavírus criado por Google e Apple, com integrações com os sistemas do governo local feitas pela uruguaia Genexus.

O aplicativo usa comunicação por bluetooth para rastrear contatos entre pessoas com celulares iOS e Android, de forma que se o usuário teve contato com alguém que posteriormente for confirmado com coronavírus, ele possa ser alertado.

O Uruguai está lançando o aplicativo apesar do número total de casos não ter chegado a 1 mil, com 29 mortes no total. 

Disponível desde 20 de maio, o aplicativo já está sendo usado na Suíça, Itália, Polônia, Alemanha, Dinamarca e Japão.

Em cada país, a API das gigantes americanas passou por adaptações. Na Alemanha, por exemplo, o desenvolvimento foi feito pela SAP e Deutsche Telekom.

No caso uruguaio, a tarefa de criar as customizações necessárias para o Coronavírus UY APP coube à Genexus, dona de uma solução de desenvolvimento automatizado de software que é a maior companhia de tecnologia do país.

“A tecnologia da GeneXus permitiu o desenvolvimento de um sistema sofisticado, facilitando de inúmeras maneiras resolver um problema de missão crítica de prioridade global de forma ágil, flexível e escalável”, comenta Ricardo Recchi, country manager da GeneXus Brasil.   

O projeto também incluiu o desenvolvimento de painéis de controle para acompanhar clinicamente os pacientes e um canal digital online, disponibilizado via chatbot, para fornecer informações. 

Ambos serviços foram oferecidos tanto para o Ministério da Saúde, quanto para os diversos prestadores de serviço de saúde de todo o Uruguai.   

O sistema no Uruguai ainda conta com um mecanismo seguro de autoavaliação para o Coronavírus, que inclui a funcionalidade de telemedicina.

Uma vez identificadas como casos clínicos, as pessoas podem inserir seus sintomas diários e se comunicar remotamente com um profissional de saúde, evitando a saída dessas pessoas para tratamento. 

Todos os pedidos de informações e relatórios desses casos são tratados e manejados por meio deste sistema, que já atingiu quase um milhão de pessoas, ou seja, aproximadamente 25% da população uruguaia.