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MDM

Telefónica venderá Navita

Maurício Renner
// terça, 09/08/2016 16:42

A Navita, companhia paulista especializada em gestão de dispositivos móveis (MDM, na sigla em inglês), fechou um acordo com a Telefónica para integrar seus produtos no porfólio da multinacional espanhola para clientes corporativos. 

Roberto Dariva, CEO da Navita. Foto: Divulgação.

A companhia brasileira terá um novo canal para seus produtos de gestão de gastos com telecom, gestão de dispositivos móveis e serviços de gestão de compras e logística.

As duas empresas já estão trabalhando juntas no Brasil, os serviços da Navita são atualmente fornecidos para negócios B2B da Telefônica Brasil (Vivo). 

A nova colaboração vai oferecer soluções de EMM da Navita a todos os clientes multinacionais da Telefónica, presentes em 170 países.

A Navita começou a atuar em 2005 como um serviço de administração das contas de telefone e da manutenção dos smartphones de clientes corporativos, principalmente BlackBerrys, mas com o tempo aumentou a atuação para toda a área de telefonia e outras fabricantes de celulares.

Em 2013, a empresa adquiriu a  área de negócios de controle de custos e serviços de telefonia fixa da paulista Informatec – a empresa segue atuando com tarifadores PABX para hotéis.

Em seu site, a companhia afirma gerenciar 1 milhão de conexões, listando clientes como Votorantim, Natura e Coca Cola Femsa.

Em nota, a Navita não chega a fazer uma projeção sobre os resultados esperados pelo acordo ou qual é a sua presença internacional hoje. O site só lista um escritório, em São Paulo.

A companhia vem sido alavancada por investimentos nos últimos tempos.

Em março do ano passado, o fundo DLM Invista, dos ex-Datasul Paulo Caputo e Jorge Steffens, fez o terceiro aporte na companhia.

A empresa não revelou valores. O DLM terá uma participação minoritária na companhia e costuma realizar investimentos a partir de R$ 10 milhões, em empresas com faturamento entre R$ 15 milhões e R$ 150 milhões anuais e crescimento com margem Ebtida de, aproximadamente, 20%.

Antes a companhia recebeu aportes da Invest Tech em 2009 e da Intel Capital em 2014. Nenhum teve valor aberto. O braço de investimentos da Intel costuma fazer investimentos de US$ 2 milhões a US$ 10 milhões.

Maurício Renner