TOKENS

WatchGuard compra Datablink

09/08/2017 10:05

O principal produto da empresa é um token pelo qual clientes de bancos recebem senhas instantâneas.

Tokens são o carro chefe da Datablink. Foto: Divulgação.

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A WatchGuard, multinacional de segurança, comprou a Datablink, empresa fundada em 2014 quando a brasileira BRToken vendeu parte do seu capital para um sócio americano.

O principal produto da Datablink é o Device 200, um token pelo qual clientes de bancos recebem senhas instantâneas para transações de internet banking.

A empresa tem hoje 5 milhões de tokens físicos no Brasil (a companhia também oferece a versão digital, dentro do aplicativo dos bancos). 

Os maiores clientes são os bancos, como Santander e Bradesco, mas a empresa vinha fazendo um esforço de diversificação para atingir qualquer negócio que pudesse se beneficiar de uma camada adicional de segurança.

Nos últimos tempos, passaram a integrar a clientela nomes como Totvs, Porto Seguro, Azul e Boticário.

Os planos da empresa no ano passado eram de investir US$ 2,5 milhões, focando em conquistar novos setores e entrar no mercado asiático.

As movimentações recentes no comando mostram que pode haver acontecido um desacordo entre os sócios da nova Datablink, abrindo a porta para aquisição por parte da Datawatch.

Depois da entrada de investidores e da ida da sede para os Estados Unidos, a Datablink foi presidida por dois anos por Shlomi Yanai, um executivo com passagens por SafeNet e Alladin e BMC, entre outros players de segurança (o profissional começou a carreira nos anos 90 na marinha israelense, onde chegou a ser CSO de uma área).

No entanto, Yanai saiu do comando (no Linkedin, o executivo de define como um "active share holder"), dando lugar ao brasileiro, Alexandre Cagnoni.

Agnoni foi um dos fundadores da BRToken, onde era CTO, cargo que seguiu exercendo na nova Datablink até assumir a posição principal.

A WatchGuard, logicamente, não entra nesse tipo de detalhes na sua nota sobre a aquisição, mas pela ênfase dada aos clientes do setor bancário brasileiro, parece que o novo dono da empresa está mais interessado em conservar do que ampliar a base.

“O mercado de eBanking no Brasil é e continuará sendo uma área de investimento estratégico da WatchGuard”, afirma Prakash Panjwani, CEO da WatchGuard. “Reconhecemos a natureza especializada das relações com clientes já existentes da Datablink, e estamos 100% comprometidos em mantê-las com investimento contínuo em soluções de eBanking para o mercado brasileiro”, completa.

Com esta transação, a WatchGuard também poderá adicionar autenticação avançada ao portfólio da empresa, para soluções de segurança projetadas especificamente para revendas através do premiado ecossistema de canais, visando ambientes SMB, distribuídos e de multinacionais. 

Segundo o Relatório de Investigações de Violação de Dados de 2016, 63% das violações de dados confirmadas envolveram vulnerabilidades causadas por senhas fracas ou roubadas, justamente o ponto que a tecnologia da DataBlink pode solucionar.

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