Apple não surpreendeu ninguém. Foto? Getty Images.

Mesmo com toda a badalação e espera, o anúncio feito pela Apple nesta terça-feira, 09, não revelou nada além do que foi especulado em meses e meses de antecipação.

Além do novo iPhone 6, a empresa de Cupertino apresentou uma versão maior do smartphone, assim como o wearable Apple Watch e seu sistema de pagamentos eletrônicos Apple Pay.

Obviamente o destaque no lançamento foi o aumento de tamanho dos novos iPhones, uma manobra que aproxima o produto da Apple dos smartphones Android e de concorrentes como Samsung e LG.

O iPhone 6 terá uma tela de 4,7", um aumento considerável em relação às 4" do iPhone 5S, já considerado um grande avanço no tamanho de display para a empresa de Steve Jobs.

Para completar, a empresa mostrou o iPhone 6 Plus, celular com tela de 5,5", o maior já feito pela marca até hoje. Segundo analista, o Plus representa a entrada da Apple no mercado de "phablets", celulares de tela maior, na faixa intermediária entre telefones abaixo de 5" e tablets de 7".

Ambos os aparelhos contam com displays Retina HD (1334×750 no iPhone 6 e 1920×1080 no iPhone 6 Plus). Segundo a Apple, o processamento dos novos telefones aumentaram em 25% - e 50% na parte gráfica - com os novos chips A7.

Para quem quer saber sobre a câmera do novo iPhone, elas continuam com 8MP de resolução, mas com novos truques como a capacidade de gravar a 240 frames por segundo para vídeos em super câmera lenta.

Os dois aparelhos tem lançamento previsto para 19 de setembro, com gente já esperando na fila em algumas lojas da Apple nos Estados Unidos. O iPhone 6 terá preços (com contrato de operadora) partindo de US$ 199 (16GB) até US$ 399 (128GB), enquanto o iPhone 6 Plus vai de US$ 299 (16GB) até US$ 499 (128GB).

Já o Apple Watch foi o wearable companheiro do iPhone 6, com um foco especial na saúde e transporte do usuário, como monitoramento de batimentos cardíacos e acompanhamento em corridas e treinos de seus usuários. Com lançamento previsto também para 2015, ele sairá a partir de US$ 349, com diferentes configurações.

E-PAYMENT

Outro recurso anunciado pela Apple em seus novos smartphones (e também no smart watch) é o uso de Near Field Communication (NFC), tecnologia de pagamento eletrônico que elimina a necessidade de contato com teminais de venda.

A novidade foi a deixa para a apresentação do Apple Pay, serviço de pagamento eletrônico que a empresa pretende emplacar no mercado norte-americano a partir de outubro - a empresa não deu maiores informações sobre um lançamento internacional.

Através de um app, o serviço liga informações de cartão de crédito do usuário a uma "carteira eletrônica" dentro do smartphone. Entretanto, para fazer a autenticação do pagamento, o iPhone usa nada mais do que o sensor de digital (Touch ID) do telefone.

Segundo analistas, a abordagem simplificada do método de pagamento, assim como a força da marca Apple do mercado, pode fazer do Pay uma das principais ferramenta de pagamentos móveis, batendo com rivais como PayPal, Samsung Pay, entre outros.

Para a largada do serviço, a Apple apresentou parcerias com grandes cadeias de varejo, alimentação e serviços no país, como McDonald's, Subway, Whole Foods, Disney, Sephora, entre outros (incluindo as mais de 250 lojas Apple no país), que suportarão o Apple Pay.

Segundo destacou o CEO da Apple, Tim Cook, durante o lançamento, o Apple Pay trabalha com importantes bandeiras de crédito no país, como American Express, Mastercard e Visa.

"O Apple Pay funciona com os principais bancos, responsáveis por 83% do volume de vendas com cartões de crédito no país", destacou o executivo.

O Apple Pay estará disponível para os smartphones da marca a partir de outubro, através de uma atualização de sistema. Os iPhones 5, 5C e 5S também suportarão o sistema, mas os dois primeiros não terão o recurso de autenticação via Touch ID.