Luiz Ricardo Martins.

A Disys, multinacional americana serviços de TI e de terceirização de processos de negócio (BPO, na sigla em inglês)  vai fechar o ano com um faturamento líquido de R$ 55 milhões no Brasil, uma alta de 20% sobre os resultados do ano anterior.

O resultado ficou acima da meta estabelecida de 15%. Em nota, a companhia atribui o sucesso aos “ajustes estruturais” da operação local, realizados ainda em 2015. 

“Há cerca de um ano, já tínhamos evidências de que 2016 seria um ano bastante difícil no Brasil. Optamos por nos preparar para enfrentar os desafios econômicos e, assim, foi possível manter o ritmo de crescimento”, afirma Luiz Ricardo Martins, country manager da Disys Brasil.

A nota da Disys não dá muitos detalhes sobre quais foram esses ajustes, mas é possível especular com base em divulgações anteriores da companhia.

O texto fala de 700 colaboradores alocados em Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, atendendo a 35 clientes.

Em 2014, VP Global de RH da Disys, Marty Guillamun, disse ao Baguete que a meta da empresa era incrementar sua equipe em 300 pessoas no Brasil, atingindo mais de 1 mil profissionais. 

Caso a meta tenha sido cumprida, significaria que entre 2015 e 2016 a empresa teria cortado 30% da sua força de trabalho. 

Os cortes incluíram executivos importantes, como Cláudia Romanini, diretora da unidade Rio Grande do Sul da Disys, responsável pela abertura da operação gaúcha, a segunda mais importante do país em termos de pessoal.

Quanto ao faturamento, a discussão é um pouco mais complicada.

Em julho de 2014, Martins deu uma entrevista ao TI Inside, prevendo um faturamento de entre R$ 55 milhões e R$ 60 milhões no país, o que representaria uma alta de 30% frente a 2013.

Assumindo que ele estivesse falando em faturamento líquido como a nota de hoje e que a meta tenha sido batida, isso significaria que a companhia andou um pouco para trás em 2015, com uma queda de faturamento de 26%.

Seja como for, as previsões daqui para frente voltam a ser otimistas. O objetivo para 2017 é alcançar um crescimento de aproximadamente 18% e ultrapassar a marca de R$ 65 milhões no faturamento líquido local.

 “A conquista de novos projetos e a renovação de contratos de longo prazo nos levam a crer que manteremos crescimento na região”, explica Martins.

 A primeira operação da empresa empresa foi aberta em Curitiba em 2007 para atender a um contrato internacional de SAP com a Exxon Mobil. 

Desde então a Disys vem crescendo sua operação brasileira, que, segundo disse ao Baguete o CEO da empresa, Mahfuz Ahmed, é a segunda maior operação fora dos Estados Unidos, ficando em torno de 10% do faturamento global.

Em 2012, último ano com resultados divulgados, a Disys faturou US$ 330 milhões, mantendo uma média de crescimento na faixa dos 30% ao ano. A meta é chegar a US$ 1 bilhão até 2017.