Frederico Tostes.

A Fortinet, multinacional do segmento de segurança em TI, aposta no crescimento da figura do CSO como um gestor independente dentro das empresas nos próximos anos, como um dos principais motores de crescimento para o segmento de cibersegurança.

Para a multinacional, crescimento de tendências como Internet das Coisas e investimentos de novas verticais como varejo e indústria em segurança e gestão serão novas fontes de renda para a companhia, assim como um redesenho do papel dos gestores de segurança da informação.

"Acreditamos que até 2018, em muitas empresas o CSO deixará de responder aos gestores de TI e terá comunicação direta com os diretores das companhias", afirmou Carlos Cortizo, gerente de engenharia de sistemas da Fortinet Brasil, em evento realizado em São Paulo.

A razão para este crescimento da demanda por segurança se explica em números. Atualmente, estudos apontam os ciberataques hoje são mais lucrativos que o tráfico mundial de drogas.

Segundo um relatório publicado pela McKinsey & Company no ano passado, ataques cibernéticos a grandes corporações vão minar o crescimento das tecnologias e causar prejuízos de até US$ 3 trilhões anualmente.

"Internacionalmente, as empresas estão acordando para a necessidade especial na gestão de segurança de ambientes, o que coloca em cena a figura do CSO", afirma Frederico Tostes, country manager da Fortinet no país.

Para o executivo, o mercado brasileiro também está amadurecendo esta ideia, à medida que estão tornando seus negócios cada vez mais conectados. Nos últimos anos, setores como o financeiro e governo puxaram a frente, mas novos segmentos estão aderindo.

"No último ano, empresas de varejo aumentaram a procura por soluções de segurança, tanto para suas redes físicas como para suas operações de e-commerce. Muitas empresas adotaram o Fortigate, nossa solução de segurança integrada", destaca o executivo.

Em 2015, a subsidiária brasileira da Fortinet teve um crescimento de 36% em seus negócios, pouco abaixo da média global da companhia, que aumentou 37% e fechou o período com um faturamento de US$ 380 milhões.

O índice de crescimento parece bom, figurando acima da média do segmento, que foi de 4,7% em 2014. 

Entretanto, a fatia da companhia no cenário geral ainda é pequena, levando em consideração que os gastos em segurança no período foram de aproximadamente US$ 75 bilhões, de acordo com o Gartner.

De acordo com Tostes, a empresa aumentou seu head count de clientes nacionais em cerca de 50%, ritmo que pretende ser mantido em 2016.

Para isso, a empresa redesenhou sua estrutura comercial para o ano, mudando de duas regiões de atuação - Rio/Nordeste e Sul/Sudeste - para três: Sul/Sudeste, Rio/Centro-oeste e Nordeste.

"Foi a forma que encontramos de aumentar nossa área de penetração, mas principalmente dar mais atenção à demanda de mercados como o do Nordeste", explica o country manager.

*Leandro Souza viajou a São Paulo a convite da Fortinet.