Paulo Veras. Foto: divulgação.

A 99taxis, app de solicitação de taxis com atuação nacional e em Portugal, recebeu o seu segundo aporte no ano, com um investimento de capital, vindo dos fundos Monashees e Qualcomm.

O novo aporte se soma ao dinheiro que a companhia já havia recebido em fevereiro deste ano do fundo Tiger Global. Embora o montante proveniente de cada investidor não foi aberto, a empresa destacou que somente nesse ano a companhia já levantou R$ 130 milhões.

Esta é a quarta rodada de investimentos que a startup recebe desde sua criação, em agosto de 2012. 

De acordo com a companhia, o montante será aplicado em inovações no produto, ações para aumentar a base de passageiros e de taxistas cadastrados, melhorias para garantir a melhor experiência ao usuário e mais investimento para o plano corporativo.

“Nossos investidores têm expertise para apoiar o crescimento e o desenvolvimento contínuo do melhor produto para o usuário de táxi no Brasil”, afirma Paulo Veras, CEO da 99Taxis.

Responsável por mais de 15 milhões de corridas de táxi em todo o Brasil, a 99Taxis conta com mais de 100 mil taxistas e mais de 3 milhões de usuários em sua base por todo o país. Também tem operação em Lisboa, Portugal, desde dezembro de 2014.

Atualmente a companhia já conta com receita proveniente de seu serviço. Elas vêm da comissão de 9% cobrada dos pagamentos de corrida feitos via app e das mensalidades de sua aplicação voltada à contas corporativas.

Além do serviço para usuário final, o 99Taxis conta com uma versão para clientes empresariais, que já conta com cerca de 200 empresas na carteira.

Segundo analistas, depois de um período de inchaço no mercado de apps para táxis, a concorrência já se polariza em nomes como o 99Taxis e Easy Taxi, que sobrevivem a pesados investimentos e ajustes em sua estratégia.

O último aporte divulgado pelo Easy Taxi foi em julho do ano passado, em que abocanhou R$ 90 milhões dos fundos Phenomen Ventures e Tengelmannpela. Com o investimento, a empresa somou R$ 145 milhões em investimentos desde o seu início em 2011.

Mesmo com a saturação de apps e a guerra de promoções entre eles, especialistas ainda vêem um potencial grande para os apps de taxi. Apenas 10% das chamadas de táxi no país são feitas via smartphone, um índice que pode subir para até 50% em três anos e pode movimentar mais de R$ 20 bilhões no país.