Intel proibida de vender super chips para a China. Foto: divulgação.

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Agências de segurança do governo dos Estados Unidos interferiram em negócios da Intel, impedindo a fabricante de vender microprocessadores para projetos de supercomputação do governo chinês.

Segundo destaca a Computerworld norte-americana, a interferência dos EUA se deu devido a uma preocupação que o país asiático pudesse usar o hardware em testes nucleares.

Outro fator agravante foi a divulgação em fevereiro de uma lista de supercomputadores em desenvolvimento na China que estariam sendo usados em "atividades de explosões nucleares", conforme relatou o Departamento de Comércio norte-americano.

A negativa à Intel já o segundo momento em um processo de controle já iniciado em agosto, quando o governo dos EUA passou a exigir que a fabricante de chips solicitasse permissões de exportação para a linha Xeon e Xeon Phi, voltada a sistemas de alta performance.

"A Intel atendeu à notificação e se aplicou para a licença, que foi negada. Estamos em conformidade com a lei dos Estados Unidos", afirmou a Intel em nota.

O curioso da história é que a empresa chinesa Inspur, que faria a compra dos chips da Intel, não figura na lista de suspeitos divulgada há dois meses atrás. Entretanto, nem o governo nem as empresas comentaram a respeito desta informação.

Segundo analistas, o veto pode representar um baque nas vendas da Intel, que já vendia componentes para supercomputadores chineses há anos. Em paralelo ao seu crescimento industrial, empresas do país vem investindo pesado em supercomputação, uma das áreas em que a Intel enxerga um grande potencial no futuro e compete com outras grandes companhias como IBM e HP.

Entretanto, não é de agora que o governo dos Estados Unidos cria obstáculos comerciais com a China. Em 2012, o congresso do país colocou em cheque os negócios de empresas de telecomunicação como ZTE e Huawei, chamando-as de "ameaça à segurança nacional".