Chris Moore, vice-presidente de canais da Qlik para a região das Américas. Foto: Divulgação.

A Qlik anunciou nesta semana a criação de um novo programa de parceiros focado exclusivamente na oferta de serviços, que será implementado oficialmente em seis meses.

A novidade lançada durante o Qonnections 2016, realizado em Orlando, está relacionada a uma das metas estabelecidas no ano pela Qlik de adicionar serviços em todos os negócios.

Com isso, os canais da empresa podem trabalhar com licenças ou serviços, além de poder combinar as ofertas. O próximo passo da companhia é lançar um programa focado em venda de assinaturas.

“Tipicamente temos dois tipos de canais: os que vendem o software e prestam serviços e os que preferem apenas trabalhar com os serviços. Assim, queremos diferenciar esses parceiros para criar estratégias mais focadas em cada tipo de empresa”, explica Chris Moore, vice-presidente de canais da Qlik para a região das Américas.

As ofertas de consultoria estão ligadas à construção de aplicações, avaliação de dados e a outras ações que podem ser tomadas a partir da análise de todo o ambiente da empresa para dimensioná-lo para projetos com a Qlik.

“Tipicamente, vemos um investimento quatro vezes maior por parte dos clientes para serviços em relação ao gasto com licenças, o que demostra uma grande oportunidade para os parceiros”, relata Moore.

Ao trabalhar as duas áreas - licença e serviços - o canal poderá fazer parte dos dois programas oferecidos pela Qlik, para obter recompensas direcionadas para cada caso de atuação.

“Esperamos que o lançamento do programa influencie canais que atuam somente coma venda de licenças a agregar os serviços, pois o software sempre é parte de um projeto maior e quanto mais os canais se envolverem no desenvolvimento, mais oportunidades de negócios irão surgir”, completa Moore.

Ao vender as licenças, os canais ganham uma margem do valor do negócio. No novo programa, o parceiro que atuar somente com serviços receberá uma comissão por indicação, para que ainda haja um retorno, mesmo que menor, em relação a venda da licença quando a empresa não se envolve diretamente neste processo.

“Também é possível optar por reinvestir esse bônus no negócio a partir da escolha de treinamentos e certificações ao invés do pagamento direto”, detalha o executivo.

No Brasil, a Qlik já está estudando o novo programa para trabalhar com as três master resellers que distribuem os sistemas da companhia no país: as empresas paulistas Nórdica e Inteligência de Negócios e a catarinense Toccato.

"O programa é realmente alinhado com os provedores de soluções e, em seguida, com os prestadores de serviços, de modo que os master resselers ficam um pouco de fora, mas há um papel para eles que ainda tem que ser discutido, pois eles são uma parte fundamental dos negócios no país", afirma Moore, sem detalhar o processo. 

Nos Estados Unidos, a empresa já mapeou possíveis novos canais que se encaixam na visão da Qlik em relação ao novo projeto.

A companhia vai recrutar parceiros que considera importantes por terem foco em serviços, BI como um dos pilares de crescimento e presença em mercados significativos para a Qlik, como financeiro e de saúde.

Globalmente, os canais foram responsáveis por 55% das vendas da Qlik em 2015. No Brasil, todos os negócios são fechados de forma indireta.

A Qlik fechou o ano de 2015 com receita de US$ 612,7 milhões, um aumento de 10% em relação ao resultado do ano anterior.

* Júlia Merker cobriu o Qlik Qonnections 2016 em Orlando a convite da Qlik.