Eduardo Borba.

Eduardo Borba, ex-presidente da Sonda IT, acaba de assumir o cargo de CEO da multinacional russa de TI Softline no país.

A informação é de fontes de mercado e foi confirmada pelo Baguete. Procurada, a Softline não comentou até o fechamento dessa matéria.

Borba deixou a Sonda IT em dezembro de 2017, depois de quase 10 anos de empresa.

Antes de entrar na Sonda, Borba foi gerente de senior do SAP Labs Latin America, centro de desenvolvimento e suporte da multinacional alemã sediado em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.

Provavelmente, a Softline está de olho na experiência de Borba com integração de companhias adquiridas. 

Borba liderava a Sonda TI, empresa do grupo que reorganizou por verticais de negócios diversas aquisições feitas pela chilena Sonda no país desde 2007, incluindo nomes como  Procwork, Kaizen e Telsinc.

A Softline está numa situação semelhante, ainda que com uma empresa só. No começo de 2016, a companhia comprou a Compusoftware, uma empresa de serviços de TI com especialização em Microsoft e infraestrutura pertencente ao grupo Globalweb.

Os russos estavam no país há apenas dois anos no momento da compra, por meio da qual adquiriram uma empresa maior no país que a Softline: 86 funcionários no país, distribuídos entre escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, contra 30 da Softline, presente em São Paulo e Brasília.

A empresa, que tinha cerca de 100 clientes por aqui, passou a incorporar os 500 da carteira da Compusoftware, cujo presidente, José Azevedo, foi nomeado como o novo presidente da Softline no Brasil.

Na época da compra, as metas divulgadas incluíam alcançar um faturamento de US$ 150 milhões na América Latina e aumentar a receita entre 10% e 20% nos 12 meses seguintes.

O negócio transformou operação brasileira na mais importante do grupo Softline fora da Rússia.

Azevedo deixou o cargo de CEO em janeiro de 2017 (hoje ele é CFO na empresa de locação de frotas Locamerica).

A Softline atua com licenciamento, cloud computing e serviços especializados em TI. A empresa tem operações em 27 países, com mais de 2,8 mil empregados e uma receita estimada de US$ 800 milhões.