Isa Mara Alves, da Unisinos. Foto: divulgação.

Uma parceria entre a Unisinos e a Gvdasa, empresa integrante do Tecnosinos, está aliando pedagogia e softwares avançados para reduzir índices de evasão em cursos de Ensino à Distância (EAD).

Iniciado em 2011 e coordenado pelo Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada (PIPCA) da Unisinos, o programa com a Gvdasa tem o objetivo de diminuir a evasão nos cursos 100% EAD da universidade. Atualmente, são cerca de 2,4 mil alunos cursando disciplinas exclusivamente no ambiente virtual.

A Gvdasa desenvolveu a parte do software e o conteúdo educacional incorporado na ferramenta foi desenvolvido pela Universidade, sob responsabilidade da assessoria pedagógica dos cursos a distância.

A solução alia inteligência artificial e o uso de algorritmos de data mining, coletando textos, posts, perguntas e acessos ao ambiente de EAD - no caso da Unisinos, o Moodle - identificando o perfil de cada aluno.

“Com o acompanhamento pelo software, podemos traçar um mapa do comportamento dos alunos das disciplinas, prevendo modelos de conduta indicando baixo rendimento e possível evasão”, explica Isa Mara Alves, gerente de Desenvolvimento de Ensino da Unidade Acadêmica de Graduação.

De acordo com a gerente, os dados são analisados pela equipe pedagógica dos cursos à distância, assim como disponibilizadas e discutidas junto aos professores e tutores.

"Assim é possível com mais agilidade não apenas reconhecer quais alunos necessitam de um acompanhamento mais próximo, mas também trabalhar atuar de forma mais próxima e personalizada", explica.

A primeira fase do projeto, implantada na metade de 2012 já contribuiu para reduzir de 10% a 15% o número de evasões. Para Gilmar Piaia, diretor da Gvdasa, o objetivo é reduzir pela metade o número de evasões nos cursos EAD.

 O projeto recebeu incentivo do Programa de Formação de Recursos Humanos em Áreas Estratégicas (RHAE), do CNPq. O objetivo da iniciativa é estimular a inserção de pesquisadores (mestres e doutores) nas micro, pequenas e médias empresas.

“Em maio de 2011, a GVDASA tinha dois pesquisadores. Hoje, são dez”, exemplifica Piaia.

De acordo com Isa Mara, o próximo passo é agregar e aperfeiçoar novos dados e métodos para complementar a solução, não apenas em uma análise quantitativa, mas também empregando a interpretação das postagens dos alunos.

IMPORTANTE

A investida da Unisinos em fortalecer sua base de alunos no EAD acompanha outros movimentos de universidades vizinhas nesta tecnologia. Um exemplo é o da Universidade Feevale, que anunciou no início do ano a troca do Moodle pelo Blackboard.

A universidade hamburguense fechou um contrato de cinco anos com a multinacional norte-americana. O valor investido na nova solução não foi divulgado.

O projeto contempla a aquisição de plataforma de educação à distância, de colaboração online (webconferência), soluções mobile e hospedagem gerenciada.

Segundo a Feevale, a mudança partiu de um estudo realizado pela universidade durante o ano de 2012, o qual indicou produtos e serviços que pudessem atender à instituição, tanto em relação à metodologia de ensino quanto às necessidades técnicas para o EAD.

Até agosto, quando ocorre a implantação definitiva de todos os produtos e serviços envolvidos no contrato, as equipes de Blackboard e Feevale trabalharão na formação de professores e tutores, na integração dos sistemas e na adaptação de conteúdos ao novo formato.

“O objetivo é garantir a otimização de todos os novos recursos no ensino”, explica Ana Karin Nunes, coordenadora de Educação à Distância da universidade gaúcha.