IBM apresenta seus novos chips. Foto: divulgação.

A IBM anunciou esta semana a criação do primeiro chip funcional de 7 nanômetros, quebrando a barreira dos 10 nanômetros, até então o padrão de inovação no segmento de placas para computador.

Segundo destaca o ARS Technica, o novo produto foi desenvolvido pela Big Blue em parceria com a GlobalFoundries, Samsung, Universidade do Estado de Nova York (SUNY), e outras fabricantes, usando pela primeira vez uma liga de siício e germânio, ao invés de apenas o tradicional silício.

Além da redução em tamanho, os fabricantes atestam que o chip também tem ganhos com sua menor área de superfície, com aumento de eficiência energética e performance de "no mínimo 50%".

Segundo analistas, se esta alegação se confirmar, o ganho de qualidade sobre os chips de 14nm (atual padrão nos produtos atuais) será ainda mais evidente quando a novidade chegar aos consumidores.

Na parte dos materiais utilizados, a adição do germânio ao silício aumenta a mobilidade dos elétrons, o que aumenta o desempenho dos menores transístores. Para otimizar esta parte, o novo chip também utiliza litografia EUV, algo inédito no segmento.

Apesar das inovações divulgadas, a IBM não deu outros detalhes sobre o novo chip e sua viabilidade comercial, fator que pode ser uma pedra no sapato de gigantes como Intel e TSMC.

Segundo a IBM, o padrão de 7nm desenvolvido pela Big Blue e parceiros tem como meta ser enquadrado nos requerimentos de tecnologia para ser usado em produtos.

A dúvida vem da parte de custos, já que no acelerado movimento de redução de chips nos últimos anos - desde os de 28nm - o aumento de complexidade na arquitetura destas placas afetou a redução do preço.

"Sabemos que não é a diminuição de tamanho que faz a próxima geração de chips mais barata. Mas se tratando dos ganhos em performance e energia que temos com os chips de 7nm, esperamos que a relação custo-benefício torne essa uma tecnologia viável", afirmou Mukesh V. Khare, líder de pesquisa da IBM para processos sub-10nm.

Para os analistas, agora só resta esperar. No momento, os chips de 10nm estão começando a entrar em produção de larga escala, então ainda é cedo para contar com uma presença dos chips abaixo deste tamanho por enquanto.

Entretanto, fontes de mercado revelaram esta semana que a Intel está enfrentando problemas com sua tecnologia de 10nm, prevista para chegar aos fabricantes de dispositivos em 2016.

"Se a IBM e seus amigos conseguirem de fato levar 10nm e depois 7nm aos fabricantes com habilidade, a liderança da Intel no mercado de chips finalmente terá uma concorrência à altura", finalizou Sebastian Anthony, do ARS Technica.