Foi bom enquanto durou. Foto: Pixabay,

A Microsoft decidiu eliminar no ano que vem o pacote de soluções da empresa disponíveis a preços camaradas, o chamado Microsoft Action Pack.

Na versão de entrada oferecida aos parceiros de nível inicial, o Action Pack incluía cinco licenças de Office 365, cinco de Dynamics 365, 10 pacotes Windows 10 Enterprise e US$ 100 de crédito mensal na Azure, entre outros, pelo preço muito camarada de US$ 475 ao ano (a reportagem não localizou o preço brasileiro).

Na prática, era possível rodar um pequeno canal em software subsidiado pela Microsoft só se inscrevendo no programa, que autorizava uso das soluções para “fins internos de negócios”. 

Agora, a barbada se aplicará somente a “cenários de desenvolvimento de negócios”, como “propósitos de demonstração, desenvolvimento de soluções/serviços e treinamento interno”.

A Microsoft também cortou o suporte local para incidentes com produtos do Action Pack, além de passar a atribuir o acesso de acordo com o que o canal vende. 

As licenças do software de gestão Dynamics 365, por exemplo, vão ir para quem está na categoria Cloud Business Applications, e não para todo mundo.

Em 2017, a Microsoft disse que os parceiros empregavam 17 milhões de pessoas no mundo e muitos não gostaram da notícia de ter que pagar pelo que antes tinham de graça.

De acordo com o The Register, 2,5 mil já assinaram uma petição online criticando a decisão.

“A Microsoft deve recuar de algumas dessas medidas ou vai prejudicar seu canal para pequenos e médios negócios”, comentou a empresa de análise de canais Canalys no Twitter.

Provavelmente, alguém na Microsoft fez uma conta e concluiu que a empresa estava investindo muito dinheiro para ter pouco retorno, ou talvez que já existem canais demais no mercado e que é hora de diminuir o número.