Segurança preocupa. Foto: flickr.com/photos/augustophotos/

Uma pesquisa da CyberSource, empresa do Grupo Visa, indica que os lojistas brasileiros rejeitaram 7,1% dos pedidos de compra no primeiro semestre. No mesmo período do ano passado, 5,6% não foram aprovadas.

De acordo com o estudo, publicado em matéria do jornal Valor Econômico, o índice brasileiro está acima do registrado em mercados mais desenvolvidos (nos Estados Unidos, a cifra foi de 2,7%), mas um pouco abaixo da média da América Latina, que foi de 8,3%.

A CyberSource no Brasil calcula ter evitado R$ 250 milhões em fraudes nos últimos 12 meses. O sistema financeiro determina que a loja fica com o risco em compras feitas sem a captura presencial do cartão.
 
A mesma pesquisa aponta que  é 1,08% a relação entre a receita total de lojistas brasileiros com comércio eletrônico e as perdas com compras fraudulentas, considerando dados do primeiro semestre deste ano.
 
Para a prevenção, os lojistas precisariam manter profissionais para revisar as transações suspeitas, correndo o risco de bloquear operações regulares. 
 
Mesmo que diversos sistemas de prevenção estejam sendo utilizados, o crescimento do comércio eletrônico na América Latina e a vulnerabilidade superior comparada aos EUA atrai os golpistas.
 
O varejo também é alvo desse tipo de farsa. De acordo com o levantamento, 31% dos pedidos de compra das lojas precisam passar por uma revisão manual que decide se os aprova ou não. Na América do Norte, esse percentual é de 26%.
 
A CyberSource acredita que quando o comércio eletrônico estiver mais protegido o alvo serão os pagamentos feitos com celular ou sistemas que armazenam dados na nuvem.