Banco Central reajusta Selic. De novo. Foto: divulgação.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentou nesta quarta-feira, 9, a taxa básica de juros da economia, a Selic, para 9,5% ao ano, o quinto reajuste do índice no ano. Com esse acréscimo de meio porcento, o Brasil voltou a ter o maior juro real do mundo, de 3,5%.

Segundo dados do Estadão, o aumento agrava o aperto que iniciou em abril deste ano, quando a taxa passou de 7,25% para 7,5%. Desde então, a taxa já subiu 2,25 pontos porcentuais.

Para analistas, as repetidas elevações na taxa mostram que esta crise não deve parar por aí, e uma alta de mais 0,5% é esperada para a próxima reunião do Copom, que será em 27 de novembro.

Caso a aposta se concretize, a Selic encerrará o ano com dois dígitos, fato que não era visto desde março do ano passado.

A taxa básica de juros é o principal indicador para determinar o custo do crédito e o rendimento das aplicações em renda fixa. Com a elevação, tomar empréstimos ficará mais caro para o consumidor.

Segundo comunicado do Banco Central, a medida "contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano".

Desde a reunião de agosto do Copom (quando a Selic subiu para 9%), a poupança voltou a render de acordo com a regra antiga: 0,5% ao mês mais a TR.