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SAÚDE

Sírio-Libanês: nuvem com AWS

Júlia Merker
// terça, 10/10/2017 11:42

O Hospital Sírio-Libanês acaba de firmar um acordo com a Amazon Web Services para utilizar a plataforma de cloud computing da empresa para apoiar seus projetos de inovação e desenvolvimento na área da saúde. 

O Hospital Sírio-Libanês vai utilizar a plataforma de nuvem da AWS para projetos de inovação. Foto: Divulgação.

“Estamos dando os primeiros passos em prol de um movimento que visa impactar o setor da saúde de forma integral, criando novas alternativas de acesso à saúde”, explica Rogério Caiuby, diretor de estratégia do Hospital Sírio-Libanês. 

O programa de transformação digital da instituição contempla o uso das ferramentas de serviço em nuvem da AWS para apoiar, inicialmente, projetos específicos da instituição, como uma plataforma de inteligência artificial a partir de big data. 

A capacidade de processamento de dados da plataforma permite avaliar informações e extrair dados relevantes para a promoção da saúde e prevenção de doenças, bem como para a adoção de novos processos no atendimento médico-hospitalar. 

Essa aplicação, que já foi colocada em prática com a análise de dados dos tratamentos realizados na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital, permitiu criar processos para priorizar internações de casos mais graves na primeira hora do paciente na Unidade, a partir de novas métricas extraídas da inteligência coletiva do atendimento. 

Com o potencial de processamento de dados oferecidos agora pela AWS, a entidade poderá extrair mais informações.

Os sistemas de gestão em nuvem serão usados também com o objetivo de potencializar os projetos de telemedicina do Sírio-Libanês.

A nova iniciativa voltada para nuvem é anunciada pouco tempo depois da chegada de Ailton Brandão ao cargo de CIO do Sírio-Libanês. Ele ingressou na instituição em agosto, depois de atuar por cinco anos na liderança da TI do Grupo Kroton.

O Sírio-Libanês e a Amazon Web Services iniciaram um trabalho de colaboração há alguns anos com o projeto de bioinformática, no qual os genomas de tumores são analisados a partir de bancos de dados mundiais, como o The Cancer Genome Atlas (TCGA) e o 1000 Genomes.

Um dos frutos dessa colaboração será lançado ainda este ano.  Após mais de 4,5 mil genomas de tumores estudados, o hospital irá lançar uma nova ferramenta de medicina de precisão. 

“A partir da análise do genoma do tumor do próprio paciente, que será feito dentro do Sírio com a colaboração do serviço de cloud computing da AWS, poderemos oferecer uma medicina individualizada e específica para cada paciente, otimizando os prognósticos”, explica Pedro Galante, pesquisador responsável pelo projeto de bioinformática da organização. 

Júlia Merker