Luis Gonçalves. Foto: divulgação.

Para a Dell, o foco para 2015 será em se estabelecer de vez como uma fornecedora de soluções de TI de ponta-a-ponta, desde o usuário final até a infraestrutura. Segundo a companhia, com a divisão da HP, a empresa é a "única do mercado" com essa oferta.

Quem diz isso é Diego Majdalani, Diego Majdalani, vice-presidente da Dell America Latina, que acredita que o portfólio oferecido pela companhia será o diferencial frente à concorrência.

"Assim como já temos em mercados como o norte-americano, nossa investida no mercado latino-americano para 2015 é trazer o mais variado portfólio que já tivemos, com ofertas modeladas para diferentes verticais", destacou o executivo.

De acordo com o executivo, 2014 foi um ano difícil em termos de crescimento para o mercado Latam, em que a Dell aproveitou para transformar sua abordagem, o que resultou em ganhos de market share, principalmente em software.

A fala se soma ao coro puxado por Michael Dell, que alfinetou rivais como a IBM, que vem há anos desmembrando suas operações através de vendas, e da HP, que separou suas divisões de PCs e sistemas para corporativo.

Entretanto, mesmo com a abordagem holística, a Dell não deu maiores detalhes como sua opção por oferecer uma vasta opção de produtos pode realmente vingar, ainda mais em um mercado em que os CIOs estão cada vez mais variando suas compras em diferentes companhias.

Entretanto, conforme destacou o CEO, a simplificação será o diferencial para o sucesso da empresa. Somada a isso, a companhia planeja uma agressiva estratégia para conquistar os clientes ao sul da Linha do Equador.

Além da expansão de portfólio, a companhia anunciou a expansão da Dell Financial Services, sua divisão de financiamento para a compra de produtos da empresa. Disponível no Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Áustria, Suíça, Bélgica, Holanda e Luxemburgo, a empresa expandiu a oferta na Europa, para países como França, Espanha, Itália, Portugal, e outros.

Segundo Luis Gonçalves, diretor-geral da companhia para o Brasil, a América Latina está na mira da Dell Financial Services para 2015. No México, a DFS está às vésperas de iniciar suas operações.

"Estamos já avaliando a possibilidade de trazer isso para o mercado local, mas o sistema regulatório é um pouco mais complicado. No México, levamos oito meses para abrir a operação. No Brasil, leva cerca de dois anos", avalia.

Ao citar a possibilidade de abrir serviços financeiros em terras canarinhas, a Dell bate de frente com a IBM, que há anos já possui o Banco IBM, braço financeiro em que financia a compra de seus equipamentos para diversos clientes.

Em 2014, o banco da Big Blue teve um crescimento de 236% em seu lucro líquido em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de R$ 9,918 milhões para R$ 33,289 milhões.

* Leandro Souza viajou a Austin a convite da Dell.