Eletricidade é uma coisa complexa. Foto: flickr.com/photos/83626281@N00

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A CEEE, estatal elétrica gaúcha, trocou o comando da sua TI.  Luis Carlos Niederberg, coordenador de TI da empresa, retornou à Sulgás, de onde havia sido cedido, e assumiu no seu lugar Valter Skorupski Junior.

Skorupski é um funcionário com 27 anos de casa e passagens pelas áreas de  engenharia, infraestrutura e TI da CEEE.  

Niederberg voltou para a coordenação de engenharia de sistemas da Sulgás, de onde havia saído em fevereiro de 2011 para ser assistente executivo da presidência e seis meses depois assumiu a TI.

A principal tarefa do novo coordenador da TI da CEEE é dar seguimento ao processo de licitação do novo sistema de gestão da companhia, um investimento estimado em US$ 60 milhões.

O projeto contempla licenças, consultoria e hardware, além de um novo sistema de billing.

De acordo com o que disse Niedesberg ao Baguete em uma entrevista em abril deste ano, com a implementação do novo ERP, o time interno de TI da estatal gaúcha deixará de ocupar boa parte do seu tempo adaptando às novas regulações da Aneel ao Synergia, adquirido da chilena Synapsis e implantado no final de 1999.

Fontes com experiência no mercado de energia ouvidas pelo Baguete Diário não duvidam em apontar a SAP como franca favorita para levar o contrato.

A multinacional alemã é a fornecedora de sistemas de gestão do Grupo CPFL, o maior player do setor no Brasil, controlador da RGE, além de clientes como Copel, Cemig, Light, Itaipu, Eletronorte e Furnas.

O principal oponente seria a Oracle, que em seu site nos Estados Unidos divulga ter mais de 100 clientes na área de utilities. 

No Brasil, no entanto, a pesquisa da reportagem encontrou apenas a Tractebel Energia, maior empresa privada de geração de energia elétrica do país.

Os valores previstos na licitação também não assustam as fontes, que destacam o alto custo dos consultores SAP especializados em billing, que são “mosca branca”. A implantação do SAP na Light, anunciada em 2001, custou R$ 100 milhões.