Celso Oliveira, novo country manager da MicroStrategy.

Celso Oliveira, ex-gerente geral da Quest para América Latina, acaba de assumir o cargo de country manager na MicroStrategy Brasil.  

Oliveira assume no lugar de Cynthia Bianco, que esteve no cargo por sete anos, saindo em outubro.

A MicroStrategy parece estar no meio de uma sacudida geral na sua operação latino americana (além do Brasil, a empresa está ainda em Argentina e México). 

Um pouco antes de trocar o comando no Brasil, mudou também o VP para América Latina: em outubro saiu Flávio Bolieiro, responsável por abrir a operação no Brasil em 1999, ex-country manager Brasil e desde 2007 VP.

Semanas depois foi anunciado para o cargo Amaury Gallisa, ex-VP para vendas na América Latina da Micro Focus.

Ambos tem um perfil parecido, com mais de 20 anos de experiência e passagem por diferentes multinacionais da área.

Oliveira passou por cargos na área comercial da SAP, Oracle e Microsoft, antes de assumir a Quest Software no Brasil em maio de 2016, logo depois da Dell se desfazer da aquisição da empresa de segurança.

Gallisa é um executivo americano, mas com bastante experiência quando o assunto é América Latina. 

Além da HPE, passou também por cargos de VP para América Latina no negócio de software da Dell; de VP de canais mundiais da VMware e de VP para Americas da BEA Systems.  

Fundada em 1989, a MicroStrategy faz parte da primeira geração de empresas de Business Intelligence, junto com Business Objects e Cognos.

Mas, enquanto a Cognos e a Business Objects foram compradas por IBM e SAP, a MicroStrategy seguiu uma empresa independente.

O período de maior crescimento foi no começo dos anos 90. 

Em 2017, a receita foi de US$ 505 milhões, uma queda de 1,49%, mais uma em uma série de pequenos declínios desde 2015, quando a empresa caiu 8,62%. Nos últimos 15 trimestres, a empresa cresceu em três.

A última grande novidade no segmento foi a ascensão nos últimos anos de players voltados a abordagens simplificadas de análise de dados, com softwares mais simples de implementar como Qlik e Tableau.

A MicroStrategy compete nos dois flancos, com produtos em nível “corporativo” e na nova abordagem “self service”.

“É claramente um momento crucial no mercado de business intelligence e de analytics. A nova versão da nossa plataforma terá tecnologias de realidade aumentada, inteligência artificial, recomendações inteligentes, linguagem natural e voz. Afinal, liderança, inovação e foco são pontos que nos diferenciam”, garante Gallisa.