Marcelo Pias, chief data scientist da Bravi. Foto: Divulgação.

Fundada há três anos com foco no segmento de educação, a Bravi vai ingressar no mercado de telecom a partir de um acordo com a Navita. A parceria é focada em análise preditiva, modelagem de comportamento, visualização e privacidade de dados.

Com o acordo, a Bravi Analytics, unidade de data science da Bravi, entregará inteligência focada no comportamento dos usuários de telefonia móvel para a Navita.

“Transformamos dados em insights e, com isso, damos um passo a frente em relações a outras tecnologias como Business Intelligence (BI). Através do data science com análise preditiva conseguimos fazer previsões do futuro e nos preparamos para lidar com qualquer situação”, conta Marcelo Pias, chief data scientist da Bravi.

A análise feita pela empresa gera dados que servem para criar modelos preditivos de comportamento, que permitem fazer indicações e mostram padrões de anomalia, como em contas telefônicas.

Com sede em Florianópolis, a Bravi abriu em maio a unidade Bravi Analytics no Tecnopuc, em Porto Alegre. No escritório gaúcho, Pias lidera uma equipe de oito pessoas focada em data science. 

Até agora, a experiência da Bravi na área estava focada no setor de educação, com o software Prisma, que analisa o comportamento dos estudantes para prever desempenhos.

O dashboard do sistema permite a instituição visualizar quais alunos necessitam de suporte e atenção, através da análise de fatores como histórico escolar, engajamento, desempenho e dados demográficos.

Além do acordo com a Navita para adaptar a tecnologia para telecom, a empresa também iniciou o estudo do segmento de energia elétrica a partir da parceria com a Globosense, também instalada no Tecnopuc e onde Pias atuou como CEO entre 2011 e 2015.

Antes, ele atuou como pesquisador senior na University of Cambridge entre 2004 e 2010. Ele trabalhou em sensores wireless para uso nas áreas de esporte e medicina.

Segundo Pias, a Bravi quer difundir com mais força no próximo ano o conceito de data science. Ele espera consolidar a atuação nos três segmentos em que a empresa trabalha hoje - com mais força no de educação - antes de explorar novas áreas.

“Hoje o produto para educação está em uso como piloto em algumas universidades, como em Florianópolis e São Carlos. Esperamos fechar 2016 com cerca de 30 universidades como clientes”, afirma Pias.

Em Florianópolis, a Bravi atua nos segmentos de desenvolvimento de aplicativos e plaformas. Em seu portfólio, a empresa conta com soluções de distribuição de conteúdo, gestão de apps, aplicativo de comunicação para escolas, jogo educacional, entre outros. A empresa tem cerca de 45 funcionários.

Já a Navita começou a atuar em 2005 como um serviço de administração de contas de telefone e da manutenção de smartphones de clientes corporativos, principalmente BlackBerrys. Com o tempo, a empresa aumentou a atuação para toda a área de telefonia e outras fabricantes de celulares.

Em 2013, a companhia adquiriu a área de negócios de controle de custos e serviços de telefonia fixa da paulista Informatec (que segue atuando com tarifadores PABX para hotéis), aumentando de 100 para 150 sua carteira de clientes e de 150 mil para 600 mil o número de dispositivos sob sua gestão.

No ano passado, a empresa lançou uma nova oferta para atender, de forma integrada, demandas de TI e telecom de seus clientes. Focado especialmente em PMEs, o Connect é fruto de um investimento de R$ 10 milhões da empresa.

Formado por módulos de software que conectam o ciclo de vida da mobilidade corporativa e telecom, o sistema permite a gestão e otimização de processos, custos e solicitações.

A partir do lançamento, a empresa passou a reestruturar sua rede de canais, dando o apoio para venda e suporte técnico da nova solução.

"Atualmente temos uma rede de 10 canais atendendo o país todo. Até o ano que vem temos a meta de triplicar este número", revelou Fábio Nunes, diretor de Inovação da Navita, em entrevista no ano passado.