Cézar Alvarez, Tarso Genro e Cléber Prodanov. Foto: Divulgação/Palácio Piratini.

O Rio Grande do Sul terá R$ 12,1 milhões para incentivar a indústria criativa no estado nos próximos meses.

A verba será destinada a um parque tecnológico no estado e a empresas como que atuam com produção de conteúdo audiovisual, para mídia digital, games, animação e outras áreas correlatas. São duas dotações diferentes.

A primeira, com verbas do Ministério das Comunicações e operação por parte da Fapergs, totaliza R$ 7,7 milhões e deve ser destinada a uma universidade com um parque tecnológico interessada em criar um laboratório com recursos para uso compartilhado por empresas do setor.

Trata-se de um programa piloto do ministério para incentivar o setor sendo executado no momento no Rio Grande do Sul e Pernambuco.

O edital da Fapergs sai no começo de abril. O vencedor se comprometerá a criar uma incubadora, um escritório de propriedade intelectual e de gestão para apoiar as empresas.

As universidades com um trabalho mais adiantado na área no Rio Grande do Sul são a Feevale e a PUC-RS.

Ambas tem um incubadoras focadas exclusivamente na nova indústria criativa, em Novo Hamburgo, no caso da Feevale, e em Viamão, no caso da PUC-RS.

Outra verba de R$ 4,4 milhões será disponibilizada pelo governo gaúcho em até um mês e tem como destino as empresas da área.

É o segundo edital com dinheiro do governo estadual visando a área. O primeiro tinha verbas de R$ 3,39 milhões.

“Essa é uma área na qual um investimento baixo pode produzir um grande retorno, rapidamente”, avalia o secretário de Ciência e Tecnologia, Cléber Prodanov, destacando que as empresas da área geralmente já nascem com perspectivas internacionais para os produtos.

A assinatura do convênio aconteceu no Palácio Piratini nesta segunda-feira, 11, com a presença do secretário Executivo do Ministério das Comunicações, Cézar Alvarez, que é gaúcho e chegou a trabalhar com Tarso Genro durante o mandato do atual governador como prefeito de Porto Alegre na década de 90.

Genro aproveitou o lançamento do edital – mais um de uma série operacionalizados pela Secretaria de Ciência e Tecnologia, que trabalha com a meta de levantar R$ 400 milhões em verbas até o final do governo – para alfinetar as gestões anteriores.

“Nós encontramos a secretaria com a autoestima baixa, sem orçamento, nem pessoal nem uma orientação estratégica dentro do governo”, afirmou o governador.