Nos EUA, 24% postam em redes sociais ao menos uma vez por dia nas viagens. Foto: Mila Supinskaya/Shutterstock.

Nos próximos anos, vamos olhar para trás e pensar nos hotéis que cobram pelo uso do wi-fi com um sentimento que mistura nostalgia e incredulidade. Mas quão longe no futuro isso vai acontecer? 

Segundo a The Economist, nos Estados Unidos somente uma grande rede de hotéis, a Hyatt, adotou a política de acesso livre ao wi-fi para todos os seus clientes. 

Alguns outros hotéis, como InterContinental e Starwood, tomaram medidas provisórias, embora ainda não estejam dispostos a se comprometer totalmente com a medida. Seu acesso livre vem com um preço, como convites para programas de fidelidade.

Desde janeiro, a rede Marriott tem permitido que os clientes com cartões de fidelidade tenham acesso gratuito, mas no ano passado foi pega bloqueando os hotspots pessoais de alguns de seus clientes, provavelmente na tentativa de forçá-los a se inscrever para o caro sistema do hotel

Algumas redes, incluindo a Hilton, ainda estão cobrando seus hóspedes.

Para os hotéis ainda em dúvida, a Economist avisa que cobrar pelo uso do wi-fi é um erro gritante. Um estudo realizado pela Resonance, uma consultoria de turismo, revelou que os viajantes com valor maior que US$ 1 milhão dizem que o wi-fi é a comodidade que eles mais valorizam na escolha de um destino.

Outro motivo para deixar os clientes livres na web é que as mídias sociais são a maior ferramenta de marketing que essas empresas têm, não somente pela página corporativa, mas por causa de pessoas compartilhando suas experiências em tempo real com seus amigos. 

Um relatório da European Travel Conmission descobriu que cerca de 25% dos viajantes de lazer se voltam para as mídias sociais para checar hotéis antes de reservar. 

Assim, não importa o quanto de receita os hotéis estão ganhando pela cobrança do wi-fi, o custo de oportunidade de tornar o acesso à internet livre é enorme. 

De acordo com Resonance, 24% dos norte-americanos atualizam suas mídias sociais pelo menos uma vez por dia durante viagens. Para jovens de 18 a 34 anos, esse número sobe para 51%. 

"Em menos de uma década, eu suspeito que a idéia de pagar para acesso à internet em um hotel vai parecer tão ridícula quanto a idéia de pagar por água quente parece agora”, afirma Chris Fair, presidente da Resonance.