Judson Althoff. Foto: divulgação.

A Microsoft continua a investir para trazer novos clientes para a sua solução de banco de dados SQL Serve. Depois de anunciar uma versão do software para Linux, a empresa divulgou que oferecerá licenças gratuitas para clientes da Oracle que quiserem migrar para seu sistema gerenciador de banco de dados.

Segundo analistas, a decisão da multinacional é parte da estratégia agressiva da empresa para tentar "roubar" participação de mercado da concorrente, renomada líder do segmento.

Conforme reporta o TI Inside, com a nova oferta a Microsoft também irá oferecer treinamento gratuito aos administradores de banco de dados habituados a usar o banco de dados da Oracle. Entretanto, o pacote só inclui o software SQL principal, sem hardware.

Os clientes que quiser migrar para o SQL Server terão de se inscrever (e pagar) para obter a licença Software Assurance durante três anos, para ter direito ao suporte e serviços.

Segundo Judson Althoff, presidente da Microsoft América do Norte, para cada instância do Oracle que o cliente tiver, a multinacional fornecerá uma licença grátis do SQL Server".

"Vamos ajudá-los nos custos de migração, colocar engenheiros no chão de fábrica para ajudá-los a migrar do Oracle", disse o executivo à Bloomberg.

Segundo Althoff, na parte de preço a Microsoft tem vantagem, já que o preço de lista do banco de dados da Oracle — incluindo armazenamento de dados e ferramentas de inteligência de negócios — é 12 vezes mais caro do que o SQL Server, da Microsoft, que custa cerca de US$ 320 mil.

Com a manobra, a Microsoft quer diminuir a diferença em relação à base de clientes da Oracle, cuja participação nesse mercado era o dobro da Microsoft em 2014, de acordo com a IDC.

Atualmente, a Microsoft tem 21,4% do mercado de gerenciamento de dados, à frente da IBM e SAP, mas atrás da Oracle, que tem 43% do market share. Para especialistas, deixar para trás a dependência do SQL no Windows pode atrair usuários.

O plano do CEO Satya Nadella vem no rastro de diversas mudanças realizadas pela Microsoft em sua política de software, abrindo mão gradualmente do controle geral sobre suas aplicações para funcionar em ambientes com diversos fornecedores de sistemas.