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POSTOS

Pelanda adota S/4 Hana com Resource

Maurício Renner
// quarta, 11/04/2018 14:39

A rede paranaense de postos de combustíveis Pelanda vai implementar o SAP S/4 Hana rodando em uma nuvem privada com consultoria da Resource.

Pelanda é um dos primeiros clientes SAP no setor de postos de combustíveis. Foto: Pixabay.

O software deve começar no segundo semestre de 2018 e será utilizado em vários setores da companhia, incluindo o financeiro, recursos humanos, compras, controladoria, suprimentos e diretoria executiva.

"Com a implementação do SAP S/4 Hana, teremos mais agilidade e maior confiabilidade dos números, possibilitando a ampliação dos negócios para outros ramos de atividade”, afirma Ana Paula Pelanda, diretora administrativa da Pelanda.

De acordo com Ana Paula essa será a primeira vez companhia redesenha seu modelo de gestão baseado com base em tecnologia. A ideia é eliminar a troca e inserção de informações por papéis ou por e-mail.

A Pelanda tem dez postos de gasolina no Paraná, com as marcas Ipiranga, BR Distribuidora e Shell. Os postos oferecem outros serviços, como lojas de conveniência, restaurantes e oficinas mecânicas. São 700 funcionários no total.

Para a implementação, será utilizada a metodologia SAP Activate, que é baseada em três pilares: melhores práticas, metodologia e configuração guiada, visando uma implementação mais ágil. 

A Pelanda é uma das primeiras companhias do seu segmento a usar o sistema de gestão S/4 Hana. É um cliente importante para a Resource e SAP. 

O mercado de postos de gasolina e negócios associados é um reduto de companhias especializadas no segmento e principalmente da Linx, companhia especializada em software de gestão para varejo que consolidou uma presença no setor por meio de aquisições.

A Ipiranga, por exemplo, começou em 2017 um projeto de implementação de um sistema da Linx combinado com software próprio em 490 dos seus 7,5 mil postos no país.

Em novembro de 2016, a Linx adquiriu por R$ 28 milhões a Intercamp, companhia de Campinas de softwares destinados à gestão e automação de postos de combustível e lojas de conveniência. 

Foi a terceira compra no setor. A primeira foi a Seller, por R$ 10,1 milhões em 2013. Em 2014 foi a vez da Rezende Sistemas, por R$ 49 milhões.

O objetivo da Resource é dobrar o faturamento em três anos, realizar a abertura de capital e atingir cerca de R$ 1 bilhão de receita anual até 2021.

Para isso, a empresa vai ter que voltar a crescer em ritmo acelerado.

A Resource não divulgou resultados para 2016 e 2017, o que, tendo em vista o desempenho geral da economia, provavelmente indica diminuição, ou, na melhor das hipóteses, estabilidade.

Em 2015, a companhia faturou R$ 435 milhões, uma alta de 5% frente aos resultados de 2014.

Com cerca de 2,5 mil colaboradores e mais de 300 clientes, a companhia possui 18 escritórios, com matriz em São Paulo e filiais em Alphaville, Americana, Campinas, Salvador, Recife, Belo Horizonte, Curitiba, Itajaí e Porto Alegre.

Maurício Renner