Mercado brasileiro está escondido numa caverna. Foto: flickr.com/photos/denise_mayumi/

O Brasil é o país mais protecionista entre os integrantes do G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo, de acordo com o Índice de Abertura de Mercados, calculado pela Câmara de Comércio Internacional (CCI).

No contexto geral, o país tampouco se sai muito melhor: 67º posição em um ranking total de 75 países.

A pontuação do Brasil ficou em 2,2, de uma escala que vai de 1 a 6. Quanto menor a pontuação nessa escala, menor é a abertura de mercado.

O índice, que avalia a abertura ao comércio internacional, as políticas públicas relacionadas, a facilidade de investimento externo direto e a infraestrutura relacionada ao comércio teve média de 3,6.

Entre os países do G20, o Brasil é o menos aberto. A Índia registrou pontuação de 2,5 e ficou na 64ª posição. De acordo com o CCI, os dois países têm notas baixas em política comercial, com 2 e 1,7, para Brasil e Índia, respectivamente.

É verdade que as economias ricas também não aparecem entre as mais abertas. Nenhum dos países do G8 fica no top 20 e dos do G20 aparece apenas o Canadá (19ª). As outras bem colocadas são a  Alemanha (22ª), Reino Unido (29º), França (35ª) e Estados Unidos (38º)  A nota média dos países do G20 é de 3,4.

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que sedia o comitê brasileiro da entidade, a CCI (cuja sigla em inglês é ICC, de International Chamber of Commerce), foi criada em 1919 para promover boas práticas comerciais.