E o desconto, ó! Foto: flickr.com/photos/leondel

As promessas do governo com relação aos tablets não têm se confirmado.

Segundo informa matéria da Veja.com, os modelos de iPad montados no Brasil já estão nas lojas, mas sem a esperada redução de preços – entre 30% e 40% – prometida por ministros.

Desde o início do ano, a fábrica de Jundiaí (SP) já produzia modelos do tablet da Apple, que eram vendidos a outros países latino-americanos.

Em junho, diz a Veja, as primeiras unidades feitas no Brasil começaram a chegar às prateleiras brasileiras – após mais de um ano de espera, já que a fábrica da Foxconn foi anunciada em abril do ano passado.

Na época, os chineses anunciaram um investimento US$ 12 bilhões - do qual boa parte teria que vir do governo. O plano recebeu crítiacs e descrença na indústria nacional, descrente da viabilidade do negócio.

Não se se sabe quanto realmente foi investido na nova linha, se há uma nova linha. Independente do local de produção, as vendas do iPad nacional começariam no meio de 2011, de acordo com o cronograma do Planalto.

Com o tempo, a meta, geralmente anunciada pelo então ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, passou para dezembro.

No último trimestre, ficou tudo para 2012, ano em que Mercadante saiu do CIT e foi para a pasta da educação, dando lugar ao gaúcho Antônio Raupp.

Nesse meio tempo, a Foxconn conseguiu parceiros comerciais, uma ajuda do BNDES logo retirada, incentivo fiscal e muito assédio da parte de vários estados.

Além disso, os tablets foram enquadrados, nesse ano, na Lei de Informática (nº 8.248) e na Lei do Bem (nº 11.196), que concedem incentivo fiscal a empresas que produzem eletrônicos com um porcentual de conteúdo nacional.

Pelo enquadramento, o custo de fabricação do tablet pode reduzir em até 30%.

Apesar disso, no site da Apple, o Novo iPad brasileiro de 32 GB, com conexão WiFi e 4G, pode ser adquirido por R$ 2.049 – preço idêntico ao praticado em maio, quando o produto importado chegou ao país.

No Walmart e na Americanas.com, onde há modelos nacionais e importados disponíveis para venda, o valor é o mesmo: R$ 2.049 em ambos os casos, lembra a Veja.

Em se tratando do o iPad 2, que também já possui modelo nacional, preço também segue o mesmo definido dois meses atrás, quando o Novo iPad chegou ao mercado.

A vinda do sucessor ao país fez com que, automaticamente, os preços do iPad 2 obtivessem descontos entre R$ 100 a R$ 250 sobre os valores praticados na época.

São esses mesmos preços que vigoram até o momento.

No começo da sua gestão, em reunião com Mercadante e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a presidente de ao seu primeiro escalão a missão de baratear os tablets, até cerca de R$ 500. Passados dois anos, alguns modelos nacionais, e de marcas chinesas, chegam perto dos R$ 500.

MERCADO EM ALTA
Mesmo sem baratear os preços, as previsões são promissoras para o mercado brasileiro.

Segundo dados da consultoria IDC, o mecado local apresentou números expressivos com mais de 370 mil unidades comercializadas apenas no primeiro trimestre de 2012.

De acordo com o instituto, o crescimento é de 351% em relação ao mesmo período do ano passado.

A previsão é de que até o final deste ano sejam vendidos 2,5 milhões de tablets, o que significa um crescimento de mais de 200% em relação aos 800 mil aparelhos vendidos em 2011.

No ano de 2013, a marca deve alcançar cerca de 4 milhões de unidades.

Do total dos dispositivos comercializados nos três primeiros meses de 2012, 61% têm sistema operacional Android, sobrando 39% para a Apple dividir com o QNX (RIM) e Microsoft.