Caso Tyrus foi arquivado na CVM. Foto: flickr.com/photos/23680544@N07/

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Uma pendência judiciária iniciada em 2009, por ocasião do processo de aquisição da GVT pela Vivendi, está para se encerrar.

O fundo de investimento Tyrus vai pagar R$ 10 milhões à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para encerrar o processo em que era acusado de ter participado em operação fraudulenta no âmbito da compra.

Além desta primeira acusação, o Tyrus era investigado também por, no entender da CVM, ter negociado ações da GVT com uso de informação privilegiada ainda não divulgada ao mercado.

A autarquia não divulgou detalhes do processo de investigação.

Segundo o jornal Valor Econômico, porém, o entendimento que se tem do ocorrido é que o Tyrus vendeu opções de compra de ações da GVT para a Vivendi, o que permitiu que ela pudesse aumentar sua exposição à operadora de telefonia brasileira sem chamar atenção do mercado

Pela regra brasileira, quando um investidor aumenta sua fatia no capital de uma empresa em 5 pontos percentuais, ele precisa tornar esse investimento público.

Mas pela maneira como as operações foram estruturadas e divulgadas nesse caso, o mercado ficou sem essa informação, relembra o Valor.

A própria Vivendi foi acusada por conta de sua conduta nessa operação, mas também fechou acordo com a CVM em dezembro de 2010.

Na época, a empresa francesa do ramo de telecomunicações pagou R$ 150 milhões ao órgão regulador do mercado brasileiro para acabar com a investigação sem precisar assumir culpa.

O caso envolve a compra da GVT pela Vivendi, no fim de 2009, por R$ 7,5 bilhões, após disputa com a Telefónica.