Pioneiro.

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Aposto que poucos pararam para pensar nisso, mas Cidreira é uma cidade à frente do seu tempo. Exatamente 17 anos à frente do seu tempo.

Uma matéria na Zero Hora desta quinta-feira, 11, discute qual será o futuro do Estádio Municipal Antônio Sessim, conhecido como Sessinzão, um elefante branco construído pelo prefeito  Antônio Sessim nos anos 90, muito antes de que o Brasil cogitasse trazer uma Copa do Mundo para o país.

Ainda sem estar totalmente pago – a cidade ainda deve R$ 7 milhões – a prefeitura busca alternativas para tentar rentabilizar o local, sem uso desde um jogo do Gauchão de 2007.

A última delas foi ceder uma parte do local gratuitamente para uma recicladora de resíduos sólidos industriais. O município de 12 mil habitantes (a capacidade do Sessinzão é 18 mil pessoas) ganharia em troca 35 empregos.

A proposta não passou na Câmara de Vereadores. A prefeitura deve seguir tentando vender o estádio por R$ 2,3 milhões, mas é improvável que apareçam compradores. O custo da reforma é estimado em R$ 3 milhões, revela a Zero Hora.

O presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Catarina, disse que também expectativa de buscar verba federal para reformar o Sessinzão.

A expectativa de Catarina não é totalmente desconectada da realidade: afinal, quatro dos 12 estádios da próxima Copa do Mundo são muito mais caros e apontam para futuros não muito melhores do que o Sessinzão.

As arenas de Manaus, Natal, Cuiabá e Brasília estão sediadas em cidades com quase tanta tradição futebolística como Cidreira.