Carlênio Castelo Branco, CEO da Senior.

A Senior, especializada na oferta de software para gestão empresarial, de pessoas, logística e de controle de acesso, fechou o primeiro semestre com uma receita bruta acumulada de R$ 116,8 milhões, uma alta de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O EBITDA foi de R$ 22,6 milhões, 25% maior que nos mesmos seis meses de 2015.

Os resultados financeiros foram impulsionados pelas vendas de soluções sob demanda, que apresentaram crescimento de 27%, e de serviços de cloud computing, com aumento de 159%, em relação ao mesmo período do ano anterior. 

Alguns mercados regionais tiveram resultados acima da média, com 59% de crescimento na filial Nordeste, onde a companhia abriu uma filial em 2012, e 34% no Rio Grande do Sul, onde adquiriu sua revenda em 2011.

A vertical de agronegócio destacou-se com forte crescimento: 66% no primeiro semestre de 2016. A Senior tem uma unidade focada na área, a M2Agro.

“Temos crescido de forma consistente mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador. Consolidamos nosso posicionamento e oferta para empresas que buscam soluções robustas para gestão, com qualidade e preços justos”, afirma Carlênio Castelo Branco, CEO da Senior.

Apesar de seguir crescendo, a Senior está diminuindo o ritmo. No segundo trimestre de 2016, a receita bruta acumulada foi R$ 62,2 milhões, um crescimento de 11%.

Em 2015, a empresa divulgou no seu balanço um indicador diferente, a  receita consolidada, que totalizou R$ 224 milhões, uma alta de 16% frente ao ano anterior.

O resultado ficou abaixo da meta de 25% projetada pela companhia, sediada em Blumenau, em Santa Catarina.

É também uma baixa frente aos resultados de 2014, quando a empresa cresceu 36%. 

Na divulgação de resultados do ano passado, a empresa não fez projeções de crescimento para 2016 nem mencionou a meta de chegar a 2022 com um faturamento de R$ 1 bilhão, como costumava fazer.

Mesmo assim, a Senior fortaleceu sua posição no mercado em 2015, tanto através de aquisições como parcerias.

A empresa comprou a Softran, empresa de Joinville focada em soluções direcionadas a transporte de carga, logística e frotistas, dona de um faturamento de R$ 6 milhões.

Também foram fechados acordos para venda de do software de administração de viagens da startup ToOdo, fundada por um ex-executivo da Senior e da Quirius, especialista em governança e compliance fiscal.

Na comparação com a Totvs, que é o benchmark das empresas brasileiras de sistemas de gestão, a Senior está se saindo bem em termos de crescimento.

A Totvs fechou o segundo trimestre do ano com uma receita líquida de R$ 545 milhões, uma queda de 2% frente aos resultados do mesmo período do ano passado.

O lucro líquido da companhia foi de R$ 37,7 milhões, uma queda de 45%. Esse é o segundo trimestre de queda no faturamento na Totvs, uma situação inédita na história da companhia. Nos primeiros três meses do ano, a receita líquida caiu 1%. O ano de 2015 registrou um crescimento de 3%.