Locais devem ser usados ​​como versões menores do centros de distribuição. Foto: Pexels.

A Amazon estaria em negociações para comprar e refazer os prédios das falidas Sears e JC Penney, dois nomes históricos do varejo americano, para transformá-los em centros de distribuição.

De acordo com o site The Register, os edifícios vazios das lojas de departamentos estariam sendo oferecidos à companhia de Jeff Bezos pelo Simon Property Group, varejista comercial especializado em locações de shopping centers.

Ainda não se sabe quantas lojas podem ser compradas mas, com o negócio confirmado, os locais devem ser usados ​​como versões menores e locais dos grandes depósitos em que a Amazon armazena os produtos antes de enviar aos clientes.

Nenhuma das duas empresas quis falar com o The Register sobre o assunto.

Para a publicação, a confirmação do negócio equivaleria a “derrotar seu adversário e transformar seu castelo em estábulos”. O adversário, no caso, seria o varejo tradicional, representado pelas duas lojas que tiveram seu auge nos anos 1970 e 1990.

Durante a ascensão dos shopping centers nos Estados Unidos, os enormes edifícios pertencentes a ambas as redes serviram como locatários-âncora para a maioria dos empreendimentos.

Eram eles que traziam compradores que também frequentariam as outras lojas menores agrupadas nas proximidades. Em cidades menores, os prédios até serviam de centro da vida social, principalmente para adolescentes.

Com as compras on-line e as redes sociais, a popularidade de ambas as redes e de shoppings foi caindo nos Estado Unidos no Século XXI.

A Sears e a JC Penney até fizeram propostas, sem sucesso, para entrar no mundo das compras on-line, mas terminaram em processos de falência. O da Sears foi em 2018 e o da JC Penney, em 2020.

A maior parte do que resta de ambas as empresas está no domínio das imobiliárias, que tentam descobrir maneiras de reaproveitar as enormes lojas. Alguns lugares até propuseram o uso residencial.

A Amazon, por sua vez, se encontra com um problema de logística. Ela precisa de mais CDs para dar vazão às suas mercadorias, uma vez que pretende reduzir o tempo de entrega para horas em algumas áreas dos Estados Unidos.

Fundada em 1994, a Amazon responde por cerca de 40% de todas as vendas via e-commerce nos Estados Unidos. Seu valor de mercado ultrapassou US$ 1 trilhão no início deste ano.