Brasileiro passa bastante tempo no streaming de vídeo. Foto: divulgação.

O crescimento do consumo de conteúdos por vídeo em plataformas de streaming está mais forte do que nunca no Brasil. Um estudo aponta que a maioria do público brasileiro passa 36% do seu tempo assistindo a conteúdo de TV e vídeo sob demanda.

A constatação está na edição anual do estudo TV & Media, produzido pelo ConsumerLab, divisão da Ericsson que estuda comportamento de consumo, junto a 22 mil de consumidores em vinte países.

De acordo com o levantamento, espectadores em todo o mundo agora passam seis horas por semana assistindo à transmissão de TV, séries, programas e filmes sob demanda – o dobro do registrado em 2011. No geral, esse tempo representa 35% do tempo destas pessoas.

No Brasil, a porcentagem fica acima da média mundial: os entrevistados brasileiros passam 36% do tempo diário destinado ao consumo de vídeos, assistindo a conteúdos sob demanda.

Os dispositivos móveis também são um fator para este crescimento. Hoje, 61% dos entrevistados usam seus smartphones para esse tipo de conteúdo – um aumento de 71% desde 2012.

Os adolescentes são a faixa etária que mais representa essa tendência: dois terços do tempo que os adolescentes passam assistindo TV e vídeos são gastos em tablets, notebooks e smartphones.

As plataformas de conteúdos gerados pelos próprios usuários (da sigla em inglês, UGC) também cresceram. Aproximadamente um em cada 10 consumidores assiste ao YouTube por mais de três horas por dia, e um em cada três agora considera muito importante poder assistir esse tipo de vídeo em sua própria TV.

Outro fator citado foi o consumo compulsivo de sérios, o chamado "binge watching". Esse hábito se destaca entre usuários de plataformas de assinatura de vídeos sob demanda (da sigla em inglês, S-VOD), como Netflix, Amazon Prime e HBO. De acordo com o estudo, 87% dos usuários entrevistados assistem a vários episódios em sequência pelo menos uma vez por semana.

No caso do Netflix, o Brasil é o segundo mercado de maior crescimento para o serviço de streaming de vídeo, já acumulando cerca de 2,2 milhões de usuários no país, representando metade do público da plataforma na América Latina.

As plataformas de S-VOD também tiveram um salto de adesão. 22% dos consumidores que nunca tiveram uma assinatura de TV paga já estão pagando por serviços de conteúdo over-the-top (OTT) no país.

Segundo Júlia Casagrande, gerente de Marketing da Ericsson na América Latina, o crescimento contínuo de transmissão de vídeo sob demanda e dos serviços reflete três fatores específicos para os telespectadores de hoje: bom conteúdo, flexibilidade e uma boa experiência.

"Modelos de negócios inovadores que suportam essas três áreas são hoje fundamentais para a criação de ofertas de TV e vídeo que sejam relevantes e atraentes para os consumidores”, avalia a gerente.