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ACELERADORAS

Wayra e Liga à frente do BNDES Garagem

Maurício Renner
// terça, 11/09/2018 10:25

A Wayra e Liga Ventures, atuando em consórcio, foram as aceleradoras escolhidas pelo BNDES para o operar o BNDES Garagem, um programa de aceleração de startups com um orçamento de R$ 10 milhões e duração de 12 meses. 

Sede do BNDES no Rio de Janeiro. Foto: Divulgação.

Em segundo lugar ficou o Grupo Inova55, outro consórcio com nomes fortes no cenário brasileiro de startups como 21212, Casulo Brasil, Endeavor, C.E.S.A.R., EloGroup, Oito, Oi Futuro e Sai do Papel).

Estruturado por meio de chamada pública, o processo de seleção iniciou-se no dia 6 de julho e recebeu 18 propostas, com mais de 30 empresas participantes. 

Nessa primeira fase, o BNDES Garagem será executado no coworking WeWork Carioca, localizado no Centro do Rio de Janeiro, próximo à sede do BNDES. 

Em novembro, será divulgada pelo BNDES, em conjunto com Wayra e Liga Ventures, uma chamada nacional para seleção de 60 startups inovadoras que poderão se inscrever tanto no módulo de criação como de aceleração. 

Para atrair empreendedores de todas as regiões do País, serão estabelecidas parcerias para auxiliar a custear a viagem e a hospedagem dos empreendedores no Rio. 

Terão prioridade aquelas que apresentem soluções em áreas afins ao planejamento estratégico do BNDES: educação, saúde, segurança, soluções financeiras, economia criativa, meio ambiente, tecnologia blockchain e internet das coisas (aplicada a cidades inteligentes, rural e indústria). 

A ideia é que o programa oferece também serviços de marketing digital, tecnologia, assistência jurídica, contábil e assessoria de imprensa, além de espaços para eventos, workshops, treinamentos e alimentação. 

Com o lançamento do BNDES Garagem, o governo federal passa a operar pelo menos três programas diferentes de apoio a startups, sempre dentro de uma forma similar de intermediação ou parceria com aceleradoras e investidores anjo.

O mais antigo deles é o Startup Brasil, hoje operado pela Softex, que já está na sua quinta turma, tendo beneficiado dezenas de startups com empréstimos a fundo perdido de R$ 200 mil desde o seu lançamento, em 2012.

As startups selecionadas podem escolher entre 13 aceleradoras pré-qualificadas pelo programa, que precisam também fazer um aporte de capital de pelo menos R$ 20 mil.

Ainda nesta semana, a Finep lançou o segundo edital do programa Finep Startup, que tem na mira companhias um pouco mais adiantadas que o BNDES Garagem ou o Startup Brasil.

A financiadora vai investir até R$ 1 milhão em cada uma das 60 startups selecionadas, que ainda poderão receber no futuro um novo aporte de até R$ 1 milhão, conforme a evolução do plano de negócios. O objetivo é ser o passo intermediário entre um aporte inicial de aceleradora e a entrada de um fundo de investimentos.

O dinheiro não é a fundo perdido: a Finep terá uma opção de compras de ações. Assim como nos outros programas, no entanto, serão priorizadas empresas que contem com investidores anjo.

Maurício Renner