Caho Lopes, CEO do Justiça Fácil. Foto: Divulgação.

O Justiça Fácil quer conquistar 1 milhão de usuários até junho de 2015 oferecendo a possibilidade de acompanhar num celular ou tablet o andamento de processos judiciais.

Produto de uma parceria entre a Sisqualis, parceria do Google, e a SIJ - Serviço de Informações Judiciárias, uma tradicional empresa de informações para advogados, a empresa também quer faturar alto com isso.

A meta é que do milhão de clientes, 30 mil (cerca de 3%) sejam usuários assinates, pagando US$ 2,99 por mês pelo uso ilimitado da ferramenta. Outra opção é pagar US$ 3,99 na Apple Store e R$ 9,17 na Google Play pelo acesso de 100% do texto de um processo.

A porta de entrada é um período de seis meses nos quais é possível usar o Justiça Fácil gratuitamente, recebendo 20% do texto sobre o andamento processual.

Com 10 dias no ar, o app já contava com 10 mil downloads.

Depois de preencher um cadastro, o aplicativo realiza busca de andamentos processuais envolvendo o usuário e oferece serviços como cópias de processos, pagamento de custas iniciais e protocolo de petições, entre outros. 

O Justiça Fácil faz o processamento dos dados dos Diários Oficiais e envia notificações aos usuários sempre que seu nome for citado em um processo. 

O mercado potencial é enorme. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, em março de 2014, havia 9.920 varas de primeiro grau no país sob o comando de 10.617 juízes. Elas abrigam 60,4 milhões de processos. 

“A vantagem do app é a rapidez com que as informações chegam aos usuários. Depois da publicação de um processo no Diário Oficial, ele estará no app em 40 minutos, pois a equipe de back end tem 68 pessoas”, destaca Caho Lopes, idealizador do app e CEO do Justiça Fácil

O aplicativo levou um ano para ficar pronto e cerca de 100 pessoas participaram do projeto - desde o desenvolvimento até a geração de conteúdo. 

“O grande desafio era levar aos usuários de iOS e Android experiências igualmente satisfatórias, então foram duas equipes de desenvolvimento”, detalha  Francisco Cantarutti, COO da Sisqualis.