Gelásio Robson Schlup, o gerente de TI da Marisol

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Mudanças de paradigma em administração, produção e outros setores se anunciam na Marisol, indústria do segmento de vestuário com sede em Jaraguá do Sul, em função da migração para o ERP SAP.

A companhia utilizava há décadas um sistema de desenvolvimento próprio. Segundo o gerente de TI, Gelásio Robson Schlup, as mudanças de processos e demandas internas geravam constantes necessidades de alteração na ferramenta, o que dava à TI uma característica reativa, não permitindo, muitas vezes, manter o foco no negócio.

“Agora, será diferente: nossa decisão foi não customizar nada, adotar um sistema que atenda exatamente às demandas de nosso setor, para que se desenhem novos processos dentro da empresa em função do sistema, e não o contrário”, destaca Schlup.

A migração para o SAP começou em outubro de 2010 e deverá ser concluída em janeiro de 2012.

No projeto, a implementação é responsabilidade da Consultoria Clientis S3G.

Também participam da iniciativa a Pelissari Gestão & Tecnologia e a Value Team.

Ao todo, uma equipe de 40 pessoas está empregada ao trabalho, sendo 15 da TI da Marisol, 12 key users e 13 consultores.

A meta é que as novas ferramentas, integradas na plataforma vertical SAP AFS (Apparel and Footwear Solution), proporcionem sustentabilidade, otimização de processos, escalabilidade e soluções de gestão corporativa à empresa.

Em paralelo ao SAP, a Marisol vai manter apenas a solução que hoje utiliza para folha de pagamentos, fornecida pela catarinense Senior.

O restante dos sistemas – dos quais poucos eram de terceiros, sendo a maioria de desenvolvimento caseiro – migra para a plataforma alemã.

Tudo porque, conforme o gerente de TI, o AFS atende às características mais específicas possíveis do setor de vestuário e calçados, como o atendimento a gestão de “grade”, o que envolve quesitos de referência, cor, tamanho, entre outros.

“Além disso, a Marisol administra várias empresas, marcas, como Lililica Ripilica, Rosa Chá, Tigor T. Tigre, entre outras, e tudo irá para a nova plataforma”, conta Schlup.

Ao todo, cinco plantas diretas, inclusive uma de produção de calçados, localizada em Novo Hamburgo, além de operações comerciais, passarão pela migração de sistema ao mesmo tempo.

Um projeto tão complexo que até março de 2012, pelo menos, quando os 5.816 funcionários da Marisol já tenham se adaptado ao novo sistema, a TI da empresa catarinense não pensa em mais nada.

“Nossos projetos estão congelados. Estamos atendendo somente a demandas de governo, que não são possíveis adiar. No restante, estamos 100% dedicados a este projeto”, declara Schlup, que comanda o time de TI da companhia desde março do ano passado, vindo de 15 anos de gerência corporativa da área na Tigre.

A Marisol fabrica cinco milhões de toneladas de malha e 7,5 milhões de peças de roupa por ano. Em 2009, a companhia fechou com receita operacional bruta de R$ 506,8 milhões.

Além das marcas já citadas, a empresa também administra a Babysol, Pakalolo, Criativa e Mineral.

O guarda-chuva contempla, ainda, a One Store, gestora da rede de lojas de mesmo nome inserida no conceito do credenciamento, que fornece roupas para estabelecimentos multimarcas dos segmentos infantil e família.